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Tradicional versus Digital

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Oi pessoal! Eu nem sei mais como recomeçar qualquer post aqui no blog. Os hiatos entre minhas publicações já podem ser comparados aos de Steven Universe, ou seja lá qual for a sua série favorita que vive entrando em hiato (a minha é Steven Universe, hahaha).

Enfim, tem muita, muita coisa acontecendo do lado de cá da tela. A maioria não é necessariamente legal. Não vou entrar em detalhes pra não desgastar os eventuais leitores com problemas pessoais, basta dizer que no momento não estou trabalhando fora, não estou envolvida em nenhum projeto como freelancer, nem como voluntária, mas também não tenho energias pra estar 100% produtiva artisticamente.

Apesar disso tudo, tenho tentado tocar minha prática artística de forma mais descompromissada ultimamente, sem me apegar muito às mídias sociais e ao blog mesmo, o que me leva a alguns momentos de rascunhos que acabo curtindo pra caramba. Foi o que aconteceu nessa tarde. Hoje me propus a passar o dia sem ligar o computador, Só eu e uma folha de papel a tarde toda. Só consegui fazer dois rascunhos, porque acabei me prendendo demais a eles: o primeiro de um carro, completamente fora da minha zona de conforto e que ficou horrível, outro de uma mulher, que acabou se transformando na Saori Kido.

Esse segundo rascunho, da Saori, foi um que eu gostei demais. Gostei do gestual que desenvolvi e estava correndo tudo bem, até eu começar a usar marcadores. Como estava em papel de rascunho (era o verso de uma folha impressa) não demorou pro nanquim começar a borrar a medida que eu espalhava os marcadores pelo desenho. Além disso faz tanto tempo que não uso mídias tradicionais que minhas canetas estão todas secas, inclusive a de gel branco. Ela não funcionou nem com reza braba. Pra coroar, começou a faltar espaço pra desenvolver mais o rascunho. Daí decidi escanear a folha.

Usei um bocado de materiais diferentes nesse aí. Foi bem divertido! :D
Levei o desenho pro digital primeiramente com o intuito de corrigir os erros, mas quando cheguei lá lembrei de toda a experiência acumulada em manipulação de imagens e nas pós produções que costumo aplicar aos meus desenhos em mídias digitais. A partir daí foi aproximadamente 1h repintando algumas partes, revendo a composição e finalizando com detalhezinhos aqui e ali pra chegar nessa nova imagem.

O "abacaxi" que eu tinha pra descascar com o Photoshop

Um gif com as camadas e etapas do processo

Imagem final

Blá, blá, blá, e o que eu quero dizer com tudo isso? Que ainda tem muita gente por aí desperdiçando energia discutindo que mídia é melhor, quando pode-se muito bem começar uma coisa no tradicional e terminar no digital e vice-versa. Sim! O contrário também funciona muito bem. Já imprimi rascunhos digitais e passei nanquim neles, por que não? O pessoal precisa se desprender desses conceitos de preto no branco quando o assunto é arte. Não existe o errado. Existe a experiência. Eu podia ter terminado com a minha Saori lá, com a cara toda borrocada, mas decidi salvar ela e fiquei feliz e satisfeita com ela toda limpinha, hahahahaha.

Vamos experimentar mais, pessoal. Levar essas experiências de um lado ao outro, misturar as mídias e fazer coisas novas! :)

Boas artes e experiências a todos e até nosso próximo encontro!

Bruxo

quinta-feira, 8 de setembro de 2016


Esse bruxo foi um personagem que eu criei pensando em levar um banner comigo pro evento. Em certo ponto acabei desistindo dessa ideia porque fui informada que o local do evento não permitia que fosse afixado qualquer material na parede e eu não tenho um tripé pra banner. Além disso, queria evitar volumes muito grandes de bagagem pra levar comigo no avião.

No entanto, quando estava planejando meu material promocional, acabei decidindo reaproveitar esse personagem pra criação do marca-páginas, já que o layout dele era bem vertical e tudo o mais.

Logo a seguir vocês podem ver como foi o processo de desenvolvimento dele e também como ficou o produto final que foi distribuído a quem passou na minha mesa pra dizer "olá".

O primeiro rabisco que eu fiz quando tive ideia do personagem,

defini a pose e refinei o desenho,

depois encrenquei com o cabelo dele e fiz todas essas variações. No final, acabei mudando também o cajado.

Foto que fiz quando chegou o material da gráfica! Fiquei muito feliz :)

E por hoje é isso! Foi super legal ter algumas coisas impressas com as minhas ilustrações em mãos. Dá uma sensação diferente de quando a gente simplesmente faz o desenho.

Até a próxima!

Bruxinha - Cartão de visitas

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Bom, parte do processo que envolveu ir lá no evento no Rio de Janeiro foi produzir uma série de coisas pra me apresentar profissionalmente. Sabem como é o velho ditado, "casa de ferreiro, espeto de pau"? Pois é, embora eu seja designer e já tenha feito vários cartões de visita para clientes, eu mesma não tinha o meu.

E daí que eu tive que sentar meses antes da viagem e planejar alguma coisa, mas como não disponho de uma identidade visual pra me portar como artista, era difícil fazer algo nos moldes do que estou acostumada, que é a adaptação de elementos da marca aos layouts de cartões etc e tal. Então eu decidi abraçar de vez que eu estou tentando trabalhar mais como ilustradora do que como designer, e decidi ilustrar o meu cartão, por que não? E a ilustração que saiu foi uma bruxinha voando em uma stylus (as canetas que usamos nas mesas digitalizadoras pra desenhar), hahaha. A ilustração ficou assim:

Não é nada mirabolante, mas eu gostei muito do processo e do resultado. E por falar em processo, ele aconteceu mais ou menos assim:

E o cartão ficou assim:

Gostei tanto da ilustração que aproveitei pra mantê-la como identidade, aplicando na capa do meu "artbook", um encadernado que produzi para apresentar como portfólio lá no evento. Mas isso é assunto pra outro post. 

Até a próxima! :)

Aventureiro

terça-feira, 19 de julho de 2016



Essa é a ilustração completa da minha foto de capa na Fan Page do Facebook, Tumblr e canal do YouTube. A técnica pra esse desenho é mista de tradicional (lápis nas linhas) e digital (cores).

Pra se trabalhar dessa forma, basta procurar manter seu desenho mais limpo, escanear na resolução desejada, colocar a camada do desenho em modo multiply e pintar com cor em camadas abaixo da do desenho. Se você desejar que algo fique sobreposto à linha (como os pontos de luz que fiz no cabelo e nos olhos do meu personagem) basta adicionar camadas acima do desenho em modo normal.

A pintura aqui foi feita com brush normal para blocar as cores (flats), e o brush de aquarela Wet & Wild  (gratuito) do artista Kyle Webster para as sombras. O fundo é pintado com brush redondo normal com a transferência configurada para a pressão da caneta no tablet (opção transfer nas configurações do brush).

Esse é um personagem que criei há alguns meses pra um concurso da FNAC. Ele é um aventureiro não muito disposto a se aventurar. Uma ideia pra uma história que ainda não foi muito bem desenvolvida, hehehe.

Até a próxima!

Fanarts de Enter the Gungeon

terça-feira, 17 de maio de 2016

Outro vídeo em time lapse de uma sessão de rascunhos. Uma fanart do personagem The Convict, do jogo Enter the Gungeon. Tô meio viciada nesse troço ultimamente, hehe.


O outro personagem dessa série que eu já rabisquei foi o Marine. Eles são os meus favoritos, embora eu jogue também com a Hunter.


Making of Alexandrite - Pintura Digital

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Ei, pessoal! Nos últimos dias tenho ficado mais quieta nas redes sociais, sem publicar muito no Instagram, Tumblr ou aqui. O motivo disso é que tenho dividido meu dia entre estudos e esse projeto de pintura sobre Steven Universe.

Eu já tenho todas as fusões do desenho rascunhadas e estou trabalhando nas finalizações. Como disse em posts passados, vinha tentando gravar outros processos de acabamento digital, e dessa vez eu consegui registrar todo o processo, desde as cores chapadas até a renderização final!

Então, sem mais enrolação, deixo com vocês o imenso (que poderia ter sido muito maior, se não fosse um time lapse) vídeo de acabamento da Alexandrite, uma das fusões de Steven Universe.



Espero concluir esse projeto na próxima semana, e aí sim começarei a postar as ilustrações nas redes e farei um post mais detalhado sobre isso também no Caixola! Nesse meio tempo, sei que não estou descrevendo nada sobre os passos pro acabamento dessa ilustração, mas fiquem a vontade pra usar os comentários para abrir discussão a respeito. :)

Obrigada pela visita e até a próxima!

Young Crystal Gems - Fanart

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Acho que Steven Universe é o desenho que mais anda fazendo sucesso ultimamente. Meu contato com ele começou tímido e foram preciso uns três amigos/conhecidos meus falarem bastante dele pra que eu me animasse a passar o olho. Steven Universe me ganhou logo nos primeiros episódios, pelo seu clima leve e divertido, que foi aos poucos se transformando em uma rede intruncada de relações e acontecimentos. :)


Não demorou muito pra que eu me visse completamente vidrada nesse desenho, estudando os personagens e fazendo fanarts. E esse post é exatamente sobre isso: processo de produção dessa fanart aí em cima.

Comecei com um rascunho geral, tentando blocar os personagens com suas shapes básicas e prevendo um mínimo de interações. A seguir, dei andamento aos detalhes, já deixando mais claro quem é quem e as expressões que estariam fazendo. Antes de dar início ao acabamento, comecei a implicar com o fato da Ametista estar no colo da Pérola. Embora fosse fofinho, achei que isso ia atrapalhar um pouco a ligação que eu queria criar entre a Pérola e a Rose, por isso tirei a Ametista de lá e comecei a explorar outras opções, baseado no comportamento que ela demonstrava enquanto jovem (referência ao episódio "We Need to Talk" da segunda temporada). Tirei a Ametista do colo da Pérola e fiquei com o gestual dela pra resolver, mas não foi tão complicado assim, hehehe. Bastou tentar deixar a Pérola bem... Pérola! xD


Definidas todas as personagens foi hora de passar pra lineart, que fiz naquele esquema: cada personagem separada e só apaguei depois as linhas sobrepostas, pra ter maior liberdade e fluidez de traço. Depois disso cores chapadas, sombras, highlights e por último um estudo de cenário.


Sobre o cenário, todo mundo sabe que é um dos meus maiores problemas, mas tentei mesmo assim. Como ele não era o astro principal da cena, só um acessório, fiz sem linhas, só com pintura pra não tirar muito o foco das personagens.

Por fim, ficam alguns detalhes mais próximos do acabamento. :)






Essa arte eu fiz pra dar de presente pra um dos meus amigos que me apresentou a Steven Universe, em agradecimento por um presente que ele me deu, hehehe. Acho que ele curtiu. :)

E se você ainda não tá vendo Steven Universe... tá dando mole pra caramba! :D

Truque para lineart digital

domingo, 2 de agosto de 2015

Há uns dois anos atrás eu estava aqui, fazendo tutoriais sobre meus processos de criação digital. No conjunto de posts pra essa sequência tinha um dedicado exclusivamente à lineart (ou digital inking). Na ocasião, ainda fazia uso de uma mesa digitalizadora da Genius (Mousepen 8x6) e trabalhava somente no Photoshop, por isso tinha uma visão unilateral do processo. Agora que dei upgrade pra mesa Wacom, experimentei outros softwares, aparatos, e também com a prática acumulada, acho que tenho um complemento a fazer pro conteúdo do post antigo.


Mesmo depois desses anos, ainda rege o fato de aprender a trabalhar com grandes formatos, em 300 dpi e conhecer a pressão da sua mesa. Isso facilita pra ter linhas mais bonitas (no caso da resolução) e entender qual tamanho de brush você precisa ter pra trabalhar seus traços (no caso da pressão da caneta). Mas além disso, acho importante entendermos que a mídia digital existe pra ajudar a solucionar alguns problemas mais complicados de serem resolvidos na mídia tradicional. O que eu quero dizer com isso é pra aprendermos a fazer bom uso dos recursos digitais em prol de um processo mais natural e bem elaborado.

Deem uma olhada no vídeo do acabamento do desenho acima:



Acho que vocês puderam reparar que a minha lineart está separada em várias camadas. Adquiri esse hábito de criar a lineart em seções, pois assim temos maior liberdade com áreas do desenho que sofrem sobreposição. No acabamento das linhas de elementos sobrepostos em um desenho, por vezes é preciso ter um traço interrompido. O que pode acontecer, se você não estiver trabalhando com camadas, ou estiver trabalhando à mão livre com mídias tradicionais, é você ter dois traços que não parecem pertencer à mesma linha, mas que em teoria deveriam. No meio digital, a solução pra isso é: traçar em camadas diferentes, depois apagar a parte do traço que não deveria aparecer. Fazer um traço contínuo é muito mais natural e objetivo do que traçar, parar e depois tentar retomar a continuidade daquele traço na outra parte do desenho.

Lineart tradicioinal e... ooooooops, quase! Tá vendo ali no cogumelo? Nesse dia eu senti falta de curvas francesas.

Aí alguém pode vir e falar: "Ah, mas quanto mais camadas eu tiver no meu arquivo, mais pesado ele fica". Isso é a mais pura verdade, mas precisamos aprender a trabalhar com um conceito que o Matt Kohr (ctrl+paint.com) chama de "Camadas Temporárias", que consiste em: quero fazer uma coisa nova, não sei se vai ficar bom. Faço em uma nova camada, se ficou ruim, apago. Se ficou bom, mesclo nas camadas abaixo. Ele usa isso pra pintura digital, mas pode-se fazer também com a lineart. O cabelo do seu personagem sobrepõe os olhos? Desenhe os olhos lindamente, trace os cabelos em uma nova camada, apague a parte dos olhos que deveriam estar ocultas. Simples assim.

Lineart completa pra um desenho que estou fazendo do meu irmão, hehehe.

Esse vídeo eu gravei muito mais como teste de hardware e software do que com "propósitos educacionais", por isso ele tem alguns problemas de edição e qualidade. De qualquer forma, como andei revisitando esses tutoriais antigos, achei que valeria a pena compartilhar um pouco de processo com vocês.

Espero que tenham curtido e prometo tentar gravar outras etapas de criação. Torçam pra que funcione! Forte abraço e até breve. :)

Nova cara: um logo e uma experiência

domingo, 26 de julho de 2015

Enquanto volto a me acostumar a escrever periodicamente pro blog, vou tocando meus estudos aqui em casa. A bola da vez é o visual do Caixola, que não é de hoje está precisando mudar. Há muito tempo tenho vontade de elaborar alguma coisa mais parecida com um logotipo e estando mais disponível em casa, tirei um tempo pra fazer esses estudos. O Caixola é pra mim um laboratório, lugar pra  crescimento, tentativa e erro. Pensando nisso, decidi fazer uma experiência nova pra aplicar como logo: um lettering!

Tudo começou num dos meus sketchbooks, enchendo uma página com rabiscos, tentando encontrar algo que pudesse ser um caminho.


Não demorou muito pra perceber que o processo seria longo, então deixei de lado o formato quadrado e lancei mão de algumas folhas A4 pra ter mais liberdade. Separei também várias canetas que pudessem me dar traços diferentes pra testar, e fui embora rabiscando... Usei Tombow Dual Brush Pen, Copic Ciao, Zebra Brush Medium, Pentel Pocket Brush, Sakura Pigma Brush, Paper Mate Flair M, Magic Color e o bom e velho lápis 2B. Além disso, usei folhas quadriculadas e papel vegetal pra refinar os sketchs, como vocês poderão ver adiante.


Enquanto rascunhava minhas "Caixolas" assistia a uns cursos de lettering no Skillshare (links no fim do post), pra ter ideia do processo e da finalização desse tipo de trabalho. As aulas são curtinhas e quando a "matéria" que a tutora tava ensinando já era matéria dada pra mim (tipo, alguma coisa de Illustrator), eu ficava na minha só rabiscando. Nisso, juntei umas 4 folhas de rabisco!





Quando achei que tinha finalmente chegado a uma solução aceitável, fotografei, levei pro Illustrator e comecei a vetorizar. No meio do processo vi que ainda tinha pontos frágeis, como o alinhamento, desenho e o peso de algumas letras, então voltei a rascunhar e acabei chegando a outros caminhos que me agradaram mais.

Usei o papel quadriculado pra me ajudar a perceber e manter as relações entre as letras.

Esse foi o rascunho que refinei no papel vegetal. Ali em cima está a primeira opção que tentei vetorizar, mas desisti no meio do caminho.

Depois é só vetorizar tudo com muita calma e cuidado pras curvas não ficarem "quebradas" ou "amassadas" demais! :)

Sobre o lettering: eu queria que fosse algo bonito, com floreios, mas que não fosse formal ou "elegante" demais. Ao mesmo tempo, queria que tivesse um toque pessoal, algo que mostrasse que foi feito por mim, e não uma tipografia baixada em um banco, e também que tivesse um pouquinho de ilustração, já que não compus nenhum símbolo pra dar suporte às letras. Pra tentar dar um ritmo para a composição, fiz uma ligação da letra "C" com o pingo do "I", e na última letra "A" inseri aqueles sinais no topo e o "swirl" embaixo, pra lembrar o formato de uma lâmpada acendendo (ideias... coisas da Caixola, sabe?). A ideia de juntar o corte do "X" com o "swirl" foi uma tentativa de não deixar muitas "pontas soltas". Não sei se foi a melhor  solução, mas gostei do desenho como um todo, hehe. E como não podia deixar de ser, coloquei eu lá pra zuar o topo, hahahaha!

Se isso aí tá perfeito? Com certeza não. Mas foi uma experiência nova, foi divertido pra caramba, ficou legal e tá aí... agora tenho algo pra usar por um tempo (mais um ano, pelo menos).

Sobre os cursos mencionados do site Skillshare, foram The Golden Secrets of Script Lettering: Find Inspiration In Your Handwriting e The Golden Secrets of Hand-Lettering: Create the Perfect Postcard.

E vocês, o que acharam da nova brincadeira?

Abraços e nos vemos em breve!

Experiências Digitais pt.2

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Dessa vez não tem processo, não tem passo a passo, nem nada. A exemplo do que fiz no ano passado com aquelas pinturas digitais de tubarões, pintei esse personagem todo em uma única layer, sem rascunho prévio, começando com uma forma oval básica e inserindo novos elementos nela.

Mergulhador cartoon. Não, não é o Finn de Hora de Aventura, hehehe!
Detalhe. Não tem como ficar maior do que isso, porque apesar de ser 300 dpi, o desenho é pequeno em centímetros. ^^"
A inspiração pra execução desse estudo veio do Ctrl+Paint.com, um site criado pelo artista Matt Kohr para o ensino de pintura digital que tenho visitado esporadicamente desde o ano passado. Além de video tutoriais sobre técnicas de pintura no Photoshop, ele aborda fundamentos básicos do desenho, como composição, perspectiva, uso de referências, até ergonomia e questões relativas ao hábito de desenhar! O melhor de tudo: 0800. Isso aí, a tutoria é toda gratuita!

Com vocês, o Ctrl+Paint.com!

Existe uma lojinha no site com alguns tutoriais mais aprofundados também, com o custo de 10 dólares por curso. Nunca comprei nenhum, então não posso assegurar que o conteúdo é bom. Mas tirando por base os vídeos de tutoria gratuitos, diria que devem valer a pena, principalmente como forma de incentivo ao artista para que possa continuar publicando conteúdo. :)

Agora vem a parte chata... tá tudo em inglês. Texto e narração. Mas pensem pelo lado bom: é uma ótima oportunidade pra aprimorar o listening! :P

Então é isso aí! Preparem seus Photoshops, suas mesas digitalizadoras, abram o Google Translate e divirtam-se! Bons estudos e mãos à obra!

Experiências digitais

sábado, 31 de janeiro de 2015

Lá no trabalho, entre um punhado de ilustrações e outro, as vezes tenho um intervalo. Um período que eu gosto de chamar de “cooldown”. Durante esse período me é permitido estudar coisas de desenho, técnicas, ver tutoriais, pesquisar por referências e fazer experiências por conta própria.

Durante o cooldown desse mês descobri um artista chamado Fabien Mense e me debrucei um pouco sobre seu estilo e processo artístico. Vi várias imagens, vídeos de time lapse e depois tentei reproduzir alguns dos seus elementos nos meus desenhos, tanto em traço quanto em cor. O traço dele me encantou muito, mas também gostei bastante do modo como colore os desenhos, um tipo de aquarela digital em alguns trabalhos, e o cell shading em outros.


Esse vídeo mostra ele finalizando uma página de quadrinhos, com aquarela digital. Fica muito lindo! :D


Esse outro já pega pro lado do cell shading. Dá uma olhada lá no final (5:30), quando ele vai jogando rosa e roxo no desenho, fica simplesmente, demais!

Então fiquei observando os processos e reparando as similaridades entre o que ele faz e aquele processo de cell shading que eu descrevi aqui há uns anos atrás. Mas o pulo do gato dele parece estar no sombreado com cor ao invés de usar preto em baixa opacidade. Resolvi experimentar algo parecido em uns personagens que fiz lá no trabalho e achei o resultado bem legal, porque fica com uma tonalidade mais uniforme, mais viva e coradinha, eu acho. Aqui estão eles:




Fazer o sombreamento desses personagens foi assim: Uma camada de cores flats (chapadas), depois uma camada acima, em modo Multiply e 50% de opacidade nessa cor rosa/roxo onde são as sombras básicas. Depois outra camada de mesma configuração, mas preenchida em lugares pontuais para dar mais volume.


E só pra ilustrar a diferença fiz um comparativo com o sombreado usando preto e as mesmas configurações de camada do outro sombreado com rosa/roxo. Fica bom também, mas parece mais opaco, sei lá… hehehe.


Por fim, fica aí a imagem dos três juntos em melhor resolução.


Fiquei contente com as novas descobertas (de técnica e do artista) e muito inspirada também! Quem não conhece ainda o trabalho dele recomendo fortemente acessar o Tumblr e dar uma boa olhada, porque é muito, muito legal mesmo! :) O canal do YouTube é parada obrigatória pra quem curte essa coisa de ver processo em time lapse!

Abraço e até a próxima!

Os ratos - processo criativo

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O processo de criação dos ratinhos está sendo um trabalho bastante complexo. Digo que ainda está sendo, pois os desenhos que tenho agora são só early concepts (ou conceitos iniciais), como dizem no meio de concept art (arte conceitual). Ainda não tem nada definido do aspecto visual dos ratos, ainda não me sinto 100% confiante na minha representação da espécie e das subespécies, ainda não sei se todos os personagens serão assim, etc.

Criar o primeiro ratinho não foi tarefa fácil também. Pra começo de conversa acho que nunca tinha desenhado um rato de verdade, nem de observação. Então a primeira dificuldade que encontrei foi saber como era um rato. Foi aí que cheguei à conclusão de que a primeira coisa que deveria fazer era tentar desenhar um. Fui no Google, pesquisei por hamsters (porque fiquei com medo do que encontraria sobre ratos nos resultados das pesquisas), escolhi uma imagem qualquer e fiz um desenho de observação.

Não ficou necessariamente bom, mas deu pro gasto e foi legal!

É claro que um estudo só não seria o suficiente pra que eu me tornasse uma expert em ratos, mas me deu a clara noção dos desafios que enfrentaria pra poder criar meus personagens. Meu segundo passo foi pensar: qual tipo de antropomorfização a minha história irá seguir? É nessa hora que a gente tenta vasculhar a memória em busca de todas as histórias que já tenhamos assistido que tivesse um rato antropomorfizado. Facilmente me vieram à mente: Mickey Mouse, Tom & Jerry, Bernardo e Bianca e O Ratinho Detetive. 

Aqui já é possível perceber diversos níveis de antropomorfização nos personagens.

Pra minha sorte existe aquele perfil do Pinterest (Character Design References), e nele um painel dedicado somente aos personagens antropomórficos, então não só encontrei referências e model sheets dos personagens dessas histórias que falei, como vários outros concepts de ratos e demais bichos que pudessem ser interessantes. Fiz então um painel pra mim, com as referências que achei mais legais sobre ratos e roedores antropomorfizados.

É sempre bom poder olhar como outros artistas conseguiram resolver um determinado problema de desenho. No caso da antropomorfização dos ratos, pude ter uma noção do nível de abstração da forma animal rumo à forma humana, ou o quanto se mantém a forma animal, mesmo diante de comportamentos humanos, e em casos nos quais os ratos tinham roupas, deu pra ver como as peças se comportam no animal, por exemplo. Essa parte da pesquisa é sempre muito rica e inspiradora!

Mais variações na antropomorfização. Esse tipo de pesquisa deixa a mente bombando
de ideias! Para acessar minha coleção podem clicar aqui!

Outra peça fundamental da minha história são as armas, armaduras e roupas. Tenho tentado desenvolver elementos exclusivos, que confiram uma identidade aos meus designs de personagem para essa história, mas por ser também uma história de fantasia, ambientada em um estilo Terra Média, ou qualquer coisa Medieval, não poderiam faltar túnicas, espadas, armaduras, cajados. Mais uma vez recorri ao Pinterest, e fiz uma coleção de referências visuais para essas peças de vestuário. Ainda tenho muita dificuldade pra desenhar esses elementos, mas aos poucos, com muito exercício, tenho certeza que vou desenvolver melhor esse lado.

Referências de armaduras. A minha coleção pode ser vista aqui, mas tem esse outro painél que sigo com uma riqueza muito grande de imagens!

Mas só olhar o que outros artistas haviam feito pode parecer um pouco de comodismo. Além disso, de certo modo é muito melhor que você mesmo tenha poder de observar o objeto de estudo e tirar também suas próprias conclusões pra resolver seus desenhos pois é assim que o aprendizado ocorre da melhor maneira. Bom, não sou das maiores fãs de ratos. Nunca tive coragem nem de pegar um hamster na mão. Então com certeza não compraria um rato ou hamster, no máximo compraria um porquinho da índia! XD 

Seria ótimo se eu tivesse um bichinho pra ficar observando os movimentos, as manias, como ele come, senta, e tudo o mais, mas não tenho tempo, nem paciência, nem recursos financeiros pra cuidar de bicho no momento, então foi hora de visitar o Google mais uma vez, afinal a internet tá aí pra isso, né?

Achei um site desses tipo banco de imagens, procurei por ratos e montei no meu perfil do Pinterest um painel só com imagens de ratos, visando reunir fotos com exemplos de cores de pelagem, posições diferentes da cabeça e do corpo: em pé, sentado, preso à alguma coisa, se relacionando com um objeto ou com outro rato, etc. Dessa forma, tenho referências visuais reais (fotos) e idealizadas (desenhos e personagens) para me ajudar a resolver os meus desenhos.

Tem um monte de ratinhos fofinhos. Acessem o painél aqui :P

Acham que acabou por aí? Naaaaaada! Esses dias já descobri outra animação que tem ratos como personagens principais: O Corajoso Ratinho Despereaux! Próximo passo: fazer laboratório com esse filme, hehehe! Assisti, procurei arte dele na internet, enfim, estou me inspirando e procurando elementos, poses interessantes que possam me ajudar a desenvolver melhor os meus próprios desenhos, até chegar em algo que eu ache que representa bem o que estou procurando pra minha história!

Character designs para o filme O Corajoso Ratinho Despereaux, do artista Alexei Nechytaylo.

O que eu acho de mais legal nisso tudo é que tenho motivos de sobra pra estudar um bocado de coisas, e tentar continuar adentrando em terras desconhecidas! Espero conseguir me desenvolver muito com esse projeto e que ele continue prosperando bastante.

Curiosidades finais:
  1. Pesquisando imagens de ratos na internet descobri que os bandidinhos podem ser extremamente fofos. Acho que tenho uma imagem ruim e preconceituosa desse animalzinho, mas ainda assim não teria um de estimação! Hehehe.
  2. Dois dias depois que fiz esboço do texto desse post, o artista Will Terrell publicou um vídeo no YouTube muito esclarecedor sobre a criação de desenhos com referências. Percebi que o meu processo criativo tem algo do que ele considera ideal, mas ainda está longe de ser igual ao que ele relatou. ^^” Deixo o vídeo como bônus pra vocês. :)


Bom, é isso! Esse é basicamente o caminho que percorro nas minhas criações. Espero que possa ajuda-los a trilhar o seu próprio caminho! Qualquer dúvida, adição, os comentários estão em aberto!

Adição: Seguindo a sugestão da Nane (Cappuccino com Nane chan), deixo aqui o link para acesso à galeria dos personagens que criei.

Galeria de Rodentia

Até a próxima.