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Capa de HQ

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Sabe aquela oportunidade que bate na sua porta do nada e você tem uma baita surpresa super legal? Pois é, aconteceu comigo mês passado, quando recebi no deviantART de um dos meus contatos, o murici0, a oferta de um trabalho como freelance pra ilustrar a capa de uma história em quadrinhos de sua autoria.

Fechamos os detalhes do briefing e fui logo fazer minha estreia nesse nicho. Sim, porque nunca havia ilustrado nada pra HQ antes, com exceção de uma ou outra tirinha e algumas tentativas pessoais frustradas. Foi uma aventura bem legal e super agradável na companhia do meu cliente e eu queria mostrar um pouco do processo pra vocês.

 Clique pra ler Tie Break #1
A HQ - Tie Break
Bom, falando um pouco do título, Tie Break é um quadrinho no qual os personagens têm seu desenvolvimento pessoal em função de um tema esportivo central, no caso vôlei. Nossa protagonista é Vera Lúcia, uma adolescente cheia de problemas que conta com o apoio das suas amigas, Bruna e Marina pra conseguir tocar a vida escolar, que ela acha um saco.

A capa
Depois de tudo conversado e de conhecer um pouco mais do universo pro qual eu ia criar a ilustração (entendam, ler o capítulo/história que se vai ilustrar, tentar captar traços de personalidade, conflitos, um tema central que está se desenrolando, etc), eu parti pra uma fase exploratória de geração de hipóteses. Nessa fase, queremos ser o mais econômicos e rápidos quanto for possível e por isso trabalhamos com tamanhos pequenos e ausência de detalhes, só pra tentar ver a composição. Eu gerei uma quantidade de opções e escolhi algumas que pareciam mais promissoras pra fazer uma segunda passada e desenvolver melhor. Nesse segundo momento a gente já começa a perceber o que parece que vai funcionar e o que não tá muito legal.

Alguns dos thumbnails que eu gerei. a maioria nem ficou pra posteridade.

Tinha algumas coisas nos layouts 2 e 3 que eu achava legais, mas a composição não funcionou.

Desenrolei dois rascunhos e encaminhei pro cliente. Depois que ele optou por uma composição eu me aprofundei mais nela, colocando detalhes e características dos personagens, tudo seguindo a folha de modelos que ele me forneceu previamente, com poses básicas mostrando como eram as meninas nas vistas frontal, perfil e três quartos. Nesse momento eu me permiti trabalhar bem a vontade com o meu estilo, buscando levar as características que eu via no desenho do meu cliente pro meu próprio traço. Aprovado esse rascunho a gente passa pras etapas finais de lineart e cores (quando for o caso, pois cada trabalho tem a sua especificidade).

Os layouts que encaminhei pra aprovação.

Rascunho do layout escolhido.


Lineart

Cores.

Os detalhes finais como títulos, créditos, numeração e elementos gráficos foram inserção do autor, mas ele foi super bacana em manter contato comigo durante todo esse processo. Fomos conferindo o que tava funcionando legal e o que dava pra melhorar até chegar no layout final, que está disponível agora lá na Social Comics.

Detalhe 1

Detalhe 2

Pra quem não sabe, o Social Comics é uma plataforma de quadrinhos online, tipo o Netflix. Funciona com um sistema de assinatura e você tem acesso a todo o conteúdo disponível. A plataforma abriga tanto grandes editoras como quadrinistas independentes, é bem interessante!

Eu gostei muito dessa experiência e espero muito poder ter outras oportunidades assim, enquanto isso tô tentando amadurecer a ideia de tentar publicar algo também, um dia. Aprender quadrinhos é um desejo um pouco antigo, talvez agora seja uma boa oportunidade. :)

E aí, tá esperando o que pra ler Tie Break? Clica aí e confere lá a história do Maurício e depois conta pra gente o que achou. :) Ah... a plataforma oferece degustação de 14 dias gátis!

Espero não ter aborrecido você com esse post gigante, mas obrigada se você leu até aqui. Até nosso próximo encontro!

Robin - estudos

domingo, 28 de maio de 2017

Ultimamente tenho assistido bastante filmes animados de super heróis com meu irmão (mais especificamente os filmes animados da DC, porque eles são fodas). Semana passada assistimos Batman Contra o Capuz Vermelho. Passou a semana e eu não consegui esquecer o Robin do Jason Todd... tão fofinho!!! Então tiveram uns estudos dele.

O primeiro fiz com tinta e lápis de cor no papel. O pássaro infelizmente acabou não saindo na proporção que eu queria, mas o Robin tá bonitinho, hahahaha! O Segundo eu rabisquei a pose no papel, mas refiz tudo no digital, porque esse é o tipo de assunto que eu não domino nem um pouco (poses de ação e tal). Pro meu gosto ainda tá meio estranho, mas já é alguma coisa, valeu a experiência. :)



Nos vemos na próxima postagem!

Tradicional versus Digital

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Oi pessoal! Eu nem sei mais como recomeçar qualquer post aqui no blog. Os hiatos entre minhas publicações já podem ser comparados aos de Steven Universe, ou seja lá qual for a sua série favorita que vive entrando em hiato (a minha é Steven Universe, hahaha).

Enfim, tem muita, muita coisa acontecendo do lado de cá da tela. A maioria não é necessariamente legal. Não vou entrar em detalhes pra não desgastar os eventuais leitores com problemas pessoais, basta dizer que no momento não estou trabalhando fora, não estou envolvida em nenhum projeto como freelancer, nem como voluntária, mas também não tenho energias pra estar 100% produtiva artisticamente.

Apesar disso tudo, tenho tentado tocar minha prática artística de forma mais descompromissada ultimamente, sem me apegar muito às mídias sociais e ao blog mesmo, o que me leva a alguns momentos de rascunhos que acabo curtindo pra caramba. Foi o que aconteceu nessa tarde. Hoje me propus a passar o dia sem ligar o computador, Só eu e uma folha de papel a tarde toda. Só consegui fazer dois rascunhos, porque acabei me prendendo demais a eles: o primeiro de um carro, completamente fora da minha zona de conforto e que ficou horrível, outro de uma mulher, que acabou se transformando na Saori Kido.

Esse segundo rascunho, da Saori, foi um que eu gostei demais. Gostei do gestual que desenvolvi e estava correndo tudo bem, até eu começar a usar marcadores. Como estava em papel de rascunho (era o verso de uma folha impressa) não demorou pro nanquim começar a borrar a medida que eu espalhava os marcadores pelo desenho. Além disso faz tanto tempo que não uso mídias tradicionais que minhas canetas estão todas secas, inclusive a de gel branco. Ela não funcionou nem com reza braba. Pra coroar, começou a faltar espaço pra desenvolver mais o rascunho. Daí decidi escanear a folha.

Usei um bocado de materiais diferentes nesse aí. Foi bem divertido! :D
Levei o desenho pro digital primeiramente com o intuito de corrigir os erros, mas quando cheguei lá lembrei de toda a experiência acumulada em manipulação de imagens e nas pós produções que costumo aplicar aos meus desenhos em mídias digitais. A partir daí foi aproximadamente 1h repintando algumas partes, revendo a composição e finalizando com detalhezinhos aqui e ali pra chegar nessa nova imagem.

O "abacaxi" que eu tinha pra descascar com o Photoshop

Um gif com as camadas e etapas do processo

Imagem final

Blá, blá, blá, e o que eu quero dizer com tudo isso? Que ainda tem muita gente por aí desperdiçando energia discutindo que mídia é melhor, quando pode-se muito bem começar uma coisa no tradicional e terminar no digital e vice-versa. Sim! O contrário também funciona muito bem. Já imprimi rascunhos digitais e passei nanquim neles, por que não? O pessoal precisa se desprender desses conceitos de preto no branco quando o assunto é arte. Não existe o errado. Existe a experiência. Eu podia ter terminado com a minha Saori lá, com a cara toda borrocada, mas decidi salvar ela e fiquei feliz e satisfeita com ela toda limpinha, hahahahaha.

Vamos experimentar mais, pessoal. Levar essas experiências de um lado ao outro, misturar as mídias e fazer coisas novas! :)

Boas artes e experiências a todos e até nosso próximo encontro!

Pearl - It's Over Isn't It

quinta-feira, 22 de setembro de 2016


O post de hoje do Caixola veio mais tarde que o das outras mídias sociais. Fiquei entretida resolvendo outros assuntos e esqueci de escrever.

Enfim, os fãs de Steven Universe só falam sobre a nova garota misteriosa de cabelo cor de rosa que balançou o coração da Pérola num dos episódios mais recentes, mas ainda está fresca na minha memória a música que ela cantou solo no episódio Mr. Greg (cuidado, contém spoilers, hehehe), ai meu coração! ^^"

Esse rascunho tava jogado numa camada de algum arquivo .psd há um tempo e esses dias eu finalmente tive coragem de dar um acabamento, mesmo que rápido.

Obrigada por lerem e até a próxima!

Finalizando um guerreiro

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Tenho trabalhado num projeto de criação de artes pra um jogo (mais sobre isso em futuros posts). Estou fazendo os concepts dos inimigos. cenários, além da criação e animação de sprites. Aprender tudo isso tá me tomando bastante tempo e por isso me enrolei com a produção de conteúdo. Apesar disso, tirei um dia nessa semana pra dar acabamento de linhas nesse desenho e aproveitei pra registrar o processo em vídeo.

 

Esse personagem não faz parte do jogo em questão, é um desenho pessoal mesmo. Tenho pensado nele fazendo parte do universo do Bruxo que foi ilustração do meu marca-páginas, hehehe. De repente companheiros de aventura, não sei. :)

Eu ainda estou trabalhando em cores pra ele, então posto novamente quando terminar essa etapa!
Até lá!

Bruxo

quinta-feira, 8 de setembro de 2016


Esse bruxo foi um personagem que eu criei pensando em levar um banner comigo pro evento. Em certo ponto acabei desistindo dessa ideia porque fui informada que o local do evento não permitia que fosse afixado qualquer material na parede e eu não tenho um tripé pra banner. Além disso, queria evitar volumes muito grandes de bagagem pra levar comigo no avião.

No entanto, quando estava planejando meu material promocional, acabei decidindo reaproveitar esse personagem pra criação do marca-páginas, já que o layout dele era bem vertical e tudo o mais.

Logo a seguir vocês podem ver como foi o processo de desenvolvimento dele e também como ficou o produto final que foi distribuído a quem passou na minha mesa pra dizer "olá".

O primeiro rabisco que eu fiz quando tive ideia do personagem,

defini a pose e refinei o desenho,

depois encrenquei com o cabelo dele e fiz todas essas variações. No final, acabei mudando também o cajado.

Foto que fiz quando chegou o material da gráfica! Fiquei muito feliz :)

E por hoje é isso! Foi super legal ter algumas coisas impressas com as minhas ilustrações em mãos. Dá uma sensação diferente de quando a gente simplesmente faz o desenho.

Até a próxima!

Tentando retornar

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Vamos tentar voltar aos poucos às atividades normais! O evento que eu iria comparecer no Rio de Janeiro já passou, mas eu ainda tenho um bocado de trabalho pra fazer, que tem me mantido afastada de desenhar livremente. Eu já tava começando a pirar, então tirei um tempinho pra rabiscar pra mim hoje pela manhã!

Fiquem então com esse rascunho, e eu prometo voltar logo pra contar como foi o evento e a preparação pra ele! :D

Uma garota espacial qualquer...

Até a próxima!

Ciclope no Manga Studio

terça-feira, 12 de julho de 2016

As últimas semanas foram muito agitadas e em meio a reuniões e trabalhos acabei pulando semana passada. Foi mal! Agora voltando aos meus estudos com retículas no Manga Studio, o Ciclope foi o último X-men feito. Me diverti pra caramba com ele também! :D

No fim de maio e começo de junho eu publiquei outros dois estudos como esse. Foram a Tempestade e o Wolverine. Acho que agora vai ficar apertado pra fazer outros, mas se der, gostaria de fazer ainda uma Vampira, que sempre foi um dos meus X-men favoritos.

Até a próxima!

Wolverine no Manga Studio

terça-feira, 7 de junho de 2016

Eu gostei tanto da experiência que tive fazendo o acabamento da Tempestade semana passada, que decidi desenhar mais alguns X-men. Dessa vez posto o Wolverine, com linhas e retículas digitais, tudo feito no Manga Studio.


Brushes do Kyle T. Webster

sábado, 4 de junho de 2016

No desenho digital mais recente publicado no meu Instagram, uma colega daqui (a Mari Netto) comentou sobre como a pintura parecia mídia tradicional. Só depois que vi o comentário percebi que tenho experimentado um monte de coisas novas nos meus processos de acabamento digital, mas como estive ausente do blog por um tempo, deixei de falar a respeito.

No fim das contas, eu nunca sei se esses assuntos são de interesse da maioria, já que normalmente os posts sobre mídias tradicionais parecem ser os mais apreciados e visitados do meu blog. De toda forma, gostaria compartilhar hoje com vocês um pouco sobre os brushes para Photoshop de um artista chamado Kyle Webster.

A loja de brushes do Kyle :)


Esse cara (muito talentoso, por sinal) se dedica a criar e comercializar pacotes de brushes que simulam mídias tradicionais. Do lápis 2B à tinta óleo, ele tem brushes de várias mídias, incluindo técnicas de acabamento com nanquim e marcadores permanentes. Pra quem gosta de trabalhar no digital mas está em busca de efeitos mais parecidos com as mídias tradicionais, aconselho darem uma olhada.

Eu já pude experimentar os seguintes: Gouache Mini Set, Animator Pencil, Real Watercolors, Spatter Bot, Wet and Wild, Mr Natural Brush e o Ultimate Drawing Set. Dentre os pacotes disponíveis para venda alguns inclusive são freebies, ou seja, gratuitos, mas a maioria é paga e o custo é em dólares.

Nesse de ontem eu usei o Ultimate Drawing Set pra linhas e o Real Watercolor nas cores.

Nesse usei o Wet and Wild pra fazer as sombras.

Pessoalmente sou apaixonada pelo conjunto de gouache e de aquarela. Os demais acabo usando eventualmente pra rascunhar ou fazer arte final, embora ultimamente esteja preferindo trabalhar linhas no Manga Studio mesmo. O Wet and Wild (um dos freebies disponíveis) é uma versão de teste do Real Watercolors e vale muito a pena pra sentir mais ou menos como funcionam os brushes dele.

Esse foi quase todo pintado unicamente com o Gouache Mini Set

Enfim, não sei mesmo quantos de vocês têm interesse pelo assunto, mas espero que a dica seja útil em algum ponto. Eu recomendo muito os brushes do Kyle! :)

Até a próxima!

Tempestade

terça-feira, 31 de maio de 2016

Esse é um desenho que se inspira no trabalho de Marcio Takara e Raul Trevino, além da estética de acabamento dos mangás, que sempre admirei muito. Foi legal explorar mais o Manga Studio (Clip Studio Paint) pra fazer esse desenho da Tempestade. Talvez mais X-men venham por aí... :D


Essa Tempestade de moicano é muito irada!!!

Princess BubbleGUN

terça-feira, 24 de maio de 2016

No post passado eu comentei que tô viciada em um jogo chamado Enter the Gungeon. Se você ficou curioso e foi dar uma olhada no que se tratava, deve ter percebido que apesar do visual bem simples em pixel art, os personagens tem uma pegada bem fofinha, estilo Hora de Aventura, especialmente as balas, que são os soldados rasos do jogo.

Bullet Kin, o soldado mais básico do jogo, e também super fofinho, hehehe.

Além disso, a maioria dos inimigos e itens tem nomes em trocadilhos com armamento pesado, tipo o Beholder, que vira o Beholster (holster significa coldre em inglês). Trocando ideia com meu irmão enquanto jogávamos, foi impossível não chegar à Princess BubbleGUN, dos Bullet Kin, um cross over entre Hora de Aventura e Enter the Gungeon.

Bonibel "Bonnie" Bubblegun, Princesa dos Bullet Kin

Em português o trocadilho vai por água abaixo, com a adaptação de Bubblegum pra Jujuba, hehehe, mas valeu a brincadeira, pois me rendeu o desenho aí em cima! :)

Fanarts de Enter the Gungeon

terça-feira, 17 de maio de 2016

Outro vídeo em time lapse de uma sessão de rascunhos. Uma fanart do personagem The Convict, do jogo Enter the Gungeon. Tô meio viciada nesse troço ultimamente, hehe.


O outro personagem dessa série que eu já rabisquei foi o Marine. Eles são os meus favoritos, embora eu jogue também com a Hunter.


Making of Alexandrite - Pintura Digital

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Ei, pessoal! Nos últimos dias tenho ficado mais quieta nas redes sociais, sem publicar muito no Instagram, Tumblr ou aqui. O motivo disso é que tenho dividido meu dia entre estudos e esse projeto de pintura sobre Steven Universe.

Eu já tenho todas as fusões do desenho rascunhadas e estou trabalhando nas finalizações. Como disse em posts passados, vinha tentando gravar outros processos de acabamento digital, e dessa vez eu consegui registrar todo o processo, desde as cores chapadas até a renderização final!

Então, sem mais enrolação, deixo com vocês o imenso (que poderia ter sido muito maior, se não fosse um time lapse) vídeo de acabamento da Alexandrite, uma das fusões de Steven Universe.



Espero concluir esse projeto na próxima semana, e aí sim começarei a postar as ilustrações nas redes e farei um post mais detalhado sobre isso também no Caixola! Nesse meio tempo, sei que não estou descrevendo nada sobre os passos pro acabamento dessa ilustração, mas fiquem a vontade pra usar os comentários para abrir discussão a respeito. :)

Obrigada pela visita e até a próxima!

Vídeo de rascunho digital

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Ontem tentei mais uma vez gravar minha tela enquanto pintava um desenho no Photoshop. Minha intenção era mostrar outras etapas do meu processos de trabalho, como disse que faria quando publiquei sobre lineart digital há umas semanas atrás. Mas o software que eu estava usando não tava muito a fim de me ajudar e, embora eu tenha recomeçado a pintura três vezes pra gravar o processo todo, no fim não deu certo.

Quando chegou mais a noite, decidi tentar outro software, mas pra não correr o risco de me frustrar gravando um processo longo pra depois dar problema de novo, me gravei rascunhando coisas sem compromisso.



Até agora tudo funcionando de boa. A qualidade do vídeo é bem melhor do que do gravador anterior, mas também esse arquivo aí tinha quase nada de camadas, embora fosse formato A4 300dpi. Vou tentar de novo gravar outros processos, mas por enquanto só tem essa coisinha aí. Desculpem por isso, hehehe!

Obrigada por verem e até a próxima!

Um pouco sobre Fanart

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Ultimamente parece que os astros se alinharam em uma união perfeita contra mim. Eu, que vinha estudando todo dia, me sentindo produtiva e com a sensação de quem estava caminhando bem, fiquei super mal de umas semanas pra cá. Em parte por culpa de alguns problemas pessoais, mas isso acaba afetando a produção diretamente.

A importância de não deixar de rabiscar, mesmo que toscamente.
Já estou há vários dias me sentindo assim, por isso decidi me dar um descanso jogando um pouco, vendo filmes, lendo quadrinhos, mas mesmo nesse momento ruim, ainda estou tentando esboçar algumas ideias, rabiscar e tal. Noutro dia, durante um desses momentos de introspecção, catei uma caneta, um pedaço de papel e enquanto ficava deitada ouvindo música, fui rabiscando. Disso surgiu um rabisco com o qual simpatizei e decidi levar pro meio digital.

Rascunho mais detalhado e organizado da ideia acima, já no meio digital.
Dessa vez, ao invés de ficar aqui falando das minhas decisões pra terminar essa ilustração, vou falar algumas coisas que penso sobre a prática de fazer fanart e que tem muito a ver com o momento que estou passando, de bloqueio artístico. Muita gente acha que isso é bobeira ou perda de tempo, mas na minha opinião a fanart desenvolve um papel importante pros artistas.

Cores blocadas pros personagens, com alguns detalhes em alguns elementos.
O que acontece é que quando você está trabalhando com uma fanart, está lidando com um material que já está desenvolvido. Por exemplo, o visual e as características intrínsecas de um personagem, de um mundo, de um determinado contexto. Tudo que você precisa é exercitar como vai representar isso tudo, e aí temos uma infinidade de caminhos. É só ver a quantidade absurda de estilos com os quais uma determinada comunidade de fãs consegue representar os personagens de uma história. E não só representá-los como eles são realmente, tentando mimetizar o traço do artista original, mas dar novas roupagens, quebrar o que já é conhecido e refazer, redesenhar, trocar o gênero, enfim, inúmeras possibilidades.

Detalhamento de todos os personagens e elementos dos planos da frente e do fundo.
Falando de forma bastante particular agora, quando minhas capacidades criativas estão prejudicadas por qualquer motivo, fazer fanart me ajuda a quebrar esse bloqueio, porque consigo pensar menos no que eu não consigo fazer e mais em fazer alguma coisa. No caso dessa fanart de Steven Universe, o foco ficou na proposta de pintar uma composição inteira usando uma mídia com a qual não tenho muita experiência: gouache digital. Quem me acompanha no Instagram pode ver que, no momento, devo ter no máximo três desenhos publicados com essa mídia.

Inserção de novo elemento no plano da frente e no fundo, mais sombreamento dos personagens.
A partir do momento que decidi reproduzir aquele rascunho no Photoshop, decidi que ia tentar quebrar um pouco os padrões do meu processo criativo, que é geralmente focado em linhas, e utilizei essa oportunidade para explorar novas técnicas.

Highlights em todos os elementos e desfoque nos planos da frente e do fundo.
O resultado foi esse desenho que, embora tenha me tomado em torno de três tardes pra terminar, me deixou bastante satisfeita no final. O sentimento de concretização que eu tive naquele momento de bloqueio criativo foi super importante pra lubrificar as engrenagens. Ainda estou me sentindo um pouco apática, mas aos poucos estou retomando as coisas.

Adicionei uma camada de degradê mesclada à imagem pra uniformizar as cores puxando pro azul.
Agora, é sempre bom lembrar que, por mais legal que seja, não dá também pra viver só de fanart. Não vejo mal nenhum em brincar nesse universo, mas é importante lembrar de também exercermos nossas capacidades criativas, desenvolvendo nossas próprias coisas.

Outro ponto importantíssimo é entender nossos limites e que sempre corremos o risco de cair nesses momentos de bloqueio. Quando isso acontece, é normal fazermos uma pausa e voltarmos um pouco a nossa atenção pro que realmente nos agrada, nos cercar das pessoas que gostamos, etc. Isso ajuda muito a recuperar as energias. :)

Bom, é isso. Peço que me desculpem pelo post um tanto pessoal, obrigado por ler e até a próxima!

Pessoas Rato

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

No último domingo, durante uma conversa com a Nane (Cappuccino com Nane chan), fui desafiada pra fazer um "Rodentia ao contrário". Ela me disse que eu estava fazendo um bom trabalho antropomorfizando ratos, mas que gostaria de ver como eu me sairia "ratizando" pessoas (eu sei, esse termo não existe, mas foi o que eu achei que se encaixou melhor). Eu gostei da ideia, pedi mais detalhes e um prazo pra execução. A data de entrega foi marcada pra hoje (sexta-feira, 21/08), portanto cá estou eu pra mostrar o que consegui fazer entre meus momentos de desânimo.

Rascunhos
Pensei em começar o processo do jeito que sempre começo, com rascunhos descompromissados, tentando encontrar o que seriam as pessoas-rato, mas como disse, essa semana foi particularmente difícil e nada do que eu fazia parecia funcionar. Daí, decidi tentar enveredar por outros caminhos no meu processo criativo e passei a fazer estudos de personagem com silhuetas, sempre procurando pensar quais tipos de pessoas eu poderia criar com características de ratos.

Estudos de gestual com silhuetas

Desse processo construí esses quatro personagens:


Burguês: um tipo ruim, que gosta de explorar todo mundo que pode. Dono de vários empreendimentos, acredita que pode extorquir qualquer um que tente adquirir qualquer tipo de lucro nos arredores de suas dependências.


Menina órfã: ela e seu irmão ficaram órfãos e foram dados aos cuidados do seu tio. Uma menina de grande bravura e caráter, trabalha colhendo coisas que possa vender ou trocar por outros bens.


Menino órfão: irmão mais novo da menina, não se conforma com a situação familiar em que vivem e acaba sempre se revoltando com os trabalhos que devem fazer, o que normalmente coloca sua irmã em apuros. Apesar disso é um menino de bom coração que sempre se arrepende de seus atos e tenta ajudar como pode.


Tio babaca: um grande vagabundo, se utiliza do trabalho de seus sobrinhos pra sobreviver, além de gastar o dinheiro adquirido por eles em jogos e bebidas.

Quando a Nane me fez esse desafio, antes de começar a desenhar gastei um bom tempo pensando em contexto. Acabei indo parar na Era Vitoriana, numa Inglaterra que começa a sofrer os reflexos da Revolução Industrial. O cenário é uma cidade, crescendo desordenadamente conforme a necessidade das indústrias locais, e por consequência tem-se muitos pobres e desabrigados por todo o lado.


Blá, blá, blá, blá, tudo um monte de besteira que tá escrito aí em cima, eu sei, mas foi uma tentativa de dar algum pano de fundo pros personagens, porque eu não queria só fazer um desenho, queria criar algo que tivesse relação.

Não sei se no fim das contas eu cheguei onde a Nane esperava, mas foi um exercício bem interessante de qualquer forma. Obrigada pela proposta, Nanikinha! :)

Me digam o que acharam aí nos comentários!
Obrigada por ler e até a próxima!

Young Crystal Gems - Fanart

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Acho que Steven Universe é o desenho que mais anda fazendo sucesso ultimamente. Meu contato com ele começou tímido e foram preciso uns três amigos/conhecidos meus falarem bastante dele pra que eu me animasse a passar o olho. Steven Universe me ganhou logo nos primeiros episódios, pelo seu clima leve e divertido, que foi aos poucos se transformando em uma rede intruncada de relações e acontecimentos. :)


Não demorou muito pra que eu me visse completamente vidrada nesse desenho, estudando os personagens e fazendo fanarts. E esse post é exatamente sobre isso: processo de produção dessa fanart aí em cima.

Comecei com um rascunho geral, tentando blocar os personagens com suas shapes básicas e prevendo um mínimo de interações. A seguir, dei andamento aos detalhes, já deixando mais claro quem é quem e as expressões que estariam fazendo. Antes de dar início ao acabamento, comecei a implicar com o fato da Ametista estar no colo da Pérola. Embora fosse fofinho, achei que isso ia atrapalhar um pouco a ligação que eu queria criar entre a Pérola e a Rose, por isso tirei a Ametista de lá e comecei a explorar outras opções, baseado no comportamento que ela demonstrava enquanto jovem (referência ao episódio "We Need to Talk" da segunda temporada). Tirei a Ametista do colo da Pérola e fiquei com o gestual dela pra resolver, mas não foi tão complicado assim, hehehe. Bastou tentar deixar a Pérola bem... Pérola! xD


Definidas todas as personagens foi hora de passar pra lineart, que fiz naquele esquema: cada personagem separada e só apaguei depois as linhas sobrepostas, pra ter maior liberdade e fluidez de traço. Depois disso cores chapadas, sombras, highlights e por último um estudo de cenário.


Sobre o cenário, todo mundo sabe que é um dos meus maiores problemas, mas tentei mesmo assim. Como ele não era o astro principal da cena, só um acessório, fiz sem linhas, só com pintura pra não tirar muito o foco das personagens.

Por fim, ficam alguns detalhes mais próximos do acabamento. :)






Essa arte eu fiz pra dar de presente pra um dos meus amigos que me apresentou a Steven Universe, em agradecimento por um presente que ele me deu, hehehe. Acho que ele curtiu. :)

E se você ainda não tá vendo Steven Universe... tá dando mole pra caramba! :D