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Tradicional versus Digital

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Oi pessoal! Eu nem sei mais como recomeçar qualquer post aqui no blog. Os hiatos entre minhas publicações já podem ser comparados aos de Steven Universe, ou seja lá qual for a sua série favorita que vive entrando em hiato (a minha é Steven Universe, hahaha).

Enfim, tem muita, muita coisa acontecendo do lado de cá da tela. A maioria não é necessariamente legal. Não vou entrar em detalhes pra não desgastar os eventuais leitores com problemas pessoais, basta dizer que no momento não estou trabalhando fora, não estou envolvida em nenhum projeto como freelancer, nem como voluntária, mas também não tenho energias pra estar 100% produtiva artisticamente.

Apesar disso tudo, tenho tentado tocar minha prática artística de forma mais descompromissada ultimamente, sem me apegar muito às mídias sociais e ao blog mesmo, o que me leva a alguns momentos de rascunhos que acabo curtindo pra caramba. Foi o que aconteceu nessa tarde. Hoje me propus a passar o dia sem ligar o computador, Só eu e uma folha de papel a tarde toda. Só consegui fazer dois rascunhos, porque acabei me prendendo demais a eles: o primeiro de um carro, completamente fora da minha zona de conforto e que ficou horrível, outro de uma mulher, que acabou se transformando na Saori Kido.

Esse segundo rascunho, da Saori, foi um que eu gostei demais. Gostei do gestual que desenvolvi e estava correndo tudo bem, até eu começar a usar marcadores. Como estava em papel de rascunho (era o verso de uma folha impressa) não demorou pro nanquim começar a borrar a medida que eu espalhava os marcadores pelo desenho. Além disso faz tanto tempo que não uso mídias tradicionais que minhas canetas estão todas secas, inclusive a de gel branco. Ela não funcionou nem com reza braba. Pra coroar, começou a faltar espaço pra desenvolver mais o rascunho. Daí decidi escanear a folha.

Usei um bocado de materiais diferentes nesse aí. Foi bem divertido! :D
Levei o desenho pro digital primeiramente com o intuito de corrigir os erros, mas quando cheguei lá lembrei de toda a experiência acumulada em manipulação de imagens e nas pós produções que costumo aplicar aos meus desenhos em mídias digitais. A partir daí foi aproximadamente 1h repintando algumas partes, revendo a composição e finalizando com detalhezinhos aqui e ali pra chegar nessa nova imagem.

O "abacaxi" que eu tinha pra descascar com o Photoshop

Um gif com as camadas e etapas do processo

Imagem final

Blá, blá, blá, e o que eu quero dizer com tudo isso? Que ainda tem muita gente por aí desperdiçando energia discutindo que mídia é melhor, quando pode-se muito bem começar uma coisa no tradicional e terminar no digital e vice-versa. Sim! O contrário também funciona muito bem. Já imprimi rascunhos digitais e passei nanquim neles, por que não? O pessoal precisa se desprender desses conceitos de preto no branco quando o assunto é arte. Não existe o errado. Existe a experiência. Eu podia ter terminado com a minha Saori lá, com a cara toda borrocada, mas decidi salvar ela e fiquei feliz e satisfeita com ela toda limpinha, hahahahaha.

Vamos experimentar mais, pessoal. Levar essas experiências de um lado ao outro, misturar as mídias e fazer coisas novas! :)

Boas artes e experiências a todos e até nosso próximo encontro!

Feito, não perfeito

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O artista Jake Parker publicou em suas redes sociais ontem um vídeo muito inspirador, chamado "Feito, não perfeito". Foi algo que eu sinto que precisava ouvir e acho que muitas outras pessoas gostarão de ouvir, por isso traduzi o texto do vídeo pra português pra torná-lo mais acessível. :)


"Feito, não perfeito.

Eu quero que você repita esse mantra: feito, não perfeito.
Concluir algo é muito mais importante do que ter algo que é perfeito, mas inconcluído.
Uma das melhores formas de se de aprender a fazer algo é simplesmente fazendo-o.
Se você quer desenhar quadrinhos, vá desenhar quadrinhos.
Se você quer ilustrar um livro, vá ilustrar um livro.
Se você quer ser um concept artist para filmes, comece a desenhar personagens e ambientes para um filme de animação fictício.
O importante é que você faça algo e conclua.
O projeto finalizado provavelmente será ruim, mas não é isso que importa. O que importa é você ter a habilidade de pegar uma ideia e desenvolvê-la do começo ao fim.
Se você se preocupar com perfeição ou em ser bom, daqui a um ano você vai odiar qualquer coisa que fizer perfeitamente agora.
Você não vai gostar porque seguiu em frente e melhorou.
Então porque se pressionar a ser perfeito agora se você sabe que naturalmente será melhor no futuro?
O mundo quer e precisa de pessoas que concluem coisas.
Então lembre-se que uma parte de se tornar um artista fantástico é ter a habilidade de concluir algo."

Jake Parker - traduzido por Joyce Carmo com autorização do autor.
--

Mr. Jake Parker (Tumblr) - Finished not Perfect
Jake Parker Art (Facebook)

Trocando em miúdos, precisamos nos focar muito mais no processo de fazer e concluir ciclos do que na qualidade desse resultado. A qualidade vem com o tempo, com a repetição, com a assimilação de novas técnicas e coisas que teremos habilidades de reproduzir ao longo do aprendizado. Mas só vamos aprender fazendo! Não tem tutorial mágico que vá te ensinar a desenhar, se você mesmo não sentar e desenhar uma porção de coisas pra aprender.

Então vambora estudar e fazer mais coisas, e coisas acabadas!

Até a próxima! :)

Um pouco sobre Fanart

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Ultimamente parece que os astros se alinharam em uma união perfeita contra mim. Eu, que vinha estudando todo dia, me sentindo produtiva e com a sensação de quem estava caminhando bem, fiquei super mal de umas semanas pra cá. Em parte por culpa de alguns problemas pessoais, mas isso acaba afetando a produção diretamente.

A importância de não deixar de rabiscar, mesmo que toscamente.
Já estou há vários dias me sentindo assim, por isso decidi me dar um descanso jogando um pouco, vendo filmes, lendo quadrinhos, mas mesmo nesse momento ruim, ainda estou tentando esboçar algumas ideias, rabiscar e tal. Noutro dia, durante um desses momentos de introspecção, catei uma caneta, um pedaço de papel e enquanto ficava deitada ouvindo música, fui rabiscando. Disso surgiu um rabisco com o qual simpatizei e decidi levar pro meio digital.

Rascunho mais detalhado e organizado da ideia acima, já no meio digital.
Dessa vez, ao invés de ficar aqui falando das minhas decisões pra terminar essa ilustração, vou falar algumas coisas que penso sobre a prática de fazer fanart e que tem muito a ver com o momento que estou passando, de bloqueio artístico. Muita gente acha que isso é bobeira ou perda de tempo, mas na minha opinião a fanart desenvolve um papel importante pros artistas.

Cores blocadas pros personagens, com alguns detalhes em alguns elementos.
O que acontece é que quando você está trabalhando com uma fanart, está lidando com um material que já está desenvolvido. Por exemplo, o visual e as características intrínsecas de um personagem, de um mundo, de um determinado contexto. Tudo que você precisa é exercitar como vai representar isso tudo, e aí temos uma infinidade de caminhos. É só ver a quantidade absurda de estilos com os quais uma determinada comunidade de fãs consegue representar os personagens de uma história. E não só representá-los como eles são realmente, tentando mimetizar o traço do artista original, mas dar novas roupagens, quebrar o que já é conhecido e refazer, redesenhar, trocar o gênero, enfim, inúmeras possibilidades.

Detalhamento de todos os personagens e elementos dos planos da frente e do fundo.
Falando de forma bastante particular agora, quando minhas capacidades criativas estão prejudicadas por qualquer motivo, fazer fanart me ajuda a quebrar esse bloqueio, porque consigo pensar menos no que eu não consigo fazer e mais em fazer alguma coisa. No caso dessa fanart de Steven Universe, o foco ficou na proposta de pintar uma composição inteira usando uma mídia com a qual não tenho muita experiência: gouache digital. Quem me acompanha no Instagram pode ver que, no momento, devo ter no máximo três desenhos publicados com essa mídia.

Inserção de novo elemento no plano da frente e no fundo, mais sombreamento dos personagens.
A partir do momento que decidi reproduzir aquele rascunho no Photoshop, decidi que ia tentar quebrar um pouco os padrões do meu processo criativo, que é geralmente focado em linhas, e utilizei essa oportunidade para explorar novas técnicas.

Highlights em todos os elementos e desfoque nos planos da frente e do fundo.
O resultado foi esse desenho que, embora tenha me tomado em torno de três tardes pra terminar, me deixou bastante satisfeita no final. O sentimento de concretização que eu tive naquele momento de bloqueio criativo foi super importante pra lubrificar as engrenagens. Ainda estou me sentindo um pouco apática, mas aos poucos estou retomando as coisas.

Adicionei uma camada de degradê mesclada à imagem pra uniformizar as cores puxando pro azul.
Agora, é sempre bom lembrar que, por mais legal que seja, não dá também pra viver só de fanart. Não vejo mal nenhum em brincar nesse universo, mas é importante lembrar de também exercermos nossas capacidades criativas, desenvolvendo nossas próprias coisas.

Outro ponto importantíssimo é entender nossos limites e que sempre corremos o risco de cair nesses momentos de bloqueio. Quando isso acontece, é normal fazermos uma pausa e voltarmos um pouco a nossa atenção pro que realmente nos agrada, nos cercar das pessoas que gostamos, etc. Isso ajuda muito a recuperar as energias. :)

Bom, é isso. Peço que me desculpem pelo post um tanto pessoal, obrigado por ler e até a próxima!

Nova cara: um logo e uma experiência

domingo, 26 de julho de 2015

Enquanto volto a me acostumar a escrever periodicamente pro blog, vou tocando meus estudos aqui em casa. A bola da vez é o visual do Caixola, que não é de hoje está precisando mudar. Há muito tempo tenho vontade de elaborar alguma coisa mais parecida com um logotipo e estando mais disponível em casa, tirei um tempo pra fazer esses estudos. O Caixola é pra mim um laboratório, lugar pra  crescimento, tentativa e erro. Pensando nisso, decidi fazer uma experiência nova pra aplicar como logo: um lettering!

Tudo começou num dos meus sketchbooks, enchendo uma página com rabiscos, tentando encontrar algo que pudesse ser um caminho.


Não demorou muito pra perceber que o processo seria longo, então deixei de lado o formato quadrado e lancei mão de algumas folhas A4 pra ter mais liberdade. Separei também várias canetas que pudessem me dar traços diferentes pra testar, e fui embora rabiscando... Usei Tombow Dual Brush Pen, Copic Ciao, Zebra Brush Medium, Pentel Pocket Brush, Sakura Pigma Brush, Paper Mate Flair M, Magic Color e o bom e velho lápis 2B. Além disso, usei folhas quadriculadas e papel vegetal pra refinar os sketchs, como vocês poderão ver adiante.


Enquanto rascunhava minhas "Caixolas" assistia a uns cursos de lettering no Skillshare (links no fim do post), pra ter ideia do processo e da finalização desse tipo de trabalho. As aulas são curtinhas e quando a "matéria" que a tutora tava ensinando já era matéria dada pra mim (tipo, alguma coisa de Illustrator), eu ficava na minha só rabiscando. Nisso, juntei umas 4 folhas de rabisco!





Quando achei que tinha finalmente chegado a uma solução aceitável, fotografei, levei pro Illustrator e comecei a vetorizar. No meio do processo vi que ainda tinha pontos frágeis, como o alinhamento, desenho e o peso de algumas letras, então voltei a rascunhar e acabei chegando a outros caminhos que me agradaram mais.

Usei o papel quadriculado pra me ajudar a perceber e manter as relações entre as letras.

Esse foi o rascunho que refinei no papel vegetal. Ali em cima está a primeira opção que tentei vetorizar, mas desisti no meio do caminho.

Depois é só vetorizar tudo com muita calma e cuidado pras curvas não ficarem "quebradas" ou "amassadas" demais! :)

Sobre o lettering: eu queria que fosse algo bonito, com floreios, mas que não fosse formal ou "elegante" demais. Ao mesmo tempo, queria que tivesse um toque pessoal, algo que mostrasse que foi feito por mim, e não uma tipografia baixada em um banco, e também que tivesse um pouquinho de ilustração, já que não compus nenhum símbolo pra dar suporte às letras. Pra tentar dar um ritmo para a composição, fiz uma ligação da letra "C" com o pingo do "I", e na última letra "A" inseri aqueles sinais no topo e o "swirl" embaixo, pra lembrar o formato de uma lâmpada acendendo (ideias... coisas da Caixola, sabe?). A ideia de juntar o corte do "X" com o "swirl" foi uma tentativa de não deixar muitas "pontas soltas". Não sei se foi a melhor  solução, mas gostei do desenho como um todo, hehe. E como não podia deixar de ser, coloquei eu lá pra zuar o topo, hahahaha!

Se isso aí tá perfeito? Com certeza não. Mas foi uma experiência nova, foi divertido pra caramba, ficou legal e tá aí... agora tenho algo pra usar por um tempo (mais um ano, pelo menos).

Sobre os cursos mencionados do site Skillshare, foram The Golden Secrets of Script Lettering: Find Inspiration In Your Handwriting e The Golden Secrets of Hand-Lettering: Create the Perfect Postcard.

E vocês, o que acharam da nova brincadeira?

Abraços e nos vemos em breve!

ICONIC

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Não é raro que eu compartilhe por aí vídeos ou textos de artistas internacionais falando sobre o hábito de estudar arte, como manter um pensamento mais positivo com relação ao trabalho artístico e se sentir melhor com seu próprio desenvolvimento. Enquanto muitos possam achar que isso tem mais a ver com coisa de auto-ajuda (e na verdade é um pouco mesmo) esse é um lado muito pessoal que várias pessoas desse meio preferem não expor, sabe-se lá por quê.

O que muita gente pode não saber, é que quando a gente toma conhecimento de que não foi fácil também pro seu concept artist favorito chegar na Disney, Dreamworks, etc, a gente se sente mais conectado com os outros, sente mais empatia pelo trabalho alheio e, é claro, muito mais motivado a continuar adiante na nossa própria jornada.

Até o momento eu vinha sempre buscando esse tipo de inspiração lá fora, acompanhando artistas como Jake Parker, Rad Sechrist, Will Terrell, Bobby Chiu, Stephen Silver e Sycra, pra citar alguns, e embora pra mim seja fácil ler/compreender o inglês, tem gente que não tem a mesma facilidade que eu.

Eis então que surge que uma mente brilhante aqui em terras tupiniquins - leia-se Henrique Lira -  que teve a ideia de promover um evento nacional, online e gratuito sobre animação e concept art. Estamos falando do ICONIC, o I Congresso Nacional de Animação e Concept Art, que já tá rolando! Quer dizer... "tá rolando".


O evento está marcado pra acontecer entre os dias 4 a 10 de agosto, mas, gente, tá tendo um aquecimento muito legal desde o mês passado, com diversos vídeos abordando as mesmas questões que eu vinha procurando lá no exterior. Além de pequenos vídeos informativos, chamados ICONIC Insights, estão colocando no ar também Hangouts com a participação de algumas das mentes mais criativas do Brasil! O resultado desse esforço tá sensacional e muito positivo, pelo menos pra mim. Poder ter esse contato com as pessoas daqui, finalmente ter a chance de conhecer as caras das pessoas daqui e sem precisar dar um jeito de ir numa Comic Con Experience, ou numa Fiq da vida, é muito bom, e fico muito feliz pela oportunidade de participar desses encontros.

E isso tudo que eu falei até agora é só o aquecimento! Dá uma olhada num pedacinho da lista de coisas que estão preparando pro evento em si!


Pra acompanhar tudo de perto e não ficar de fora dos próximos Insights e Hangouts, convido vocês a se inscreverem, curtirem a página no Facebook e assinarem o canal no YouTube.

Tá esperando o que? :)

Experiências Digitais pt.2

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Dessa vez não tem processo, não tem passo a passo, nem nada. A exemplo do que fiz no ano passado com aquelas pinturas digitais de tubarões, pintei esse personagem todo em uma única layer, sem rascunho prévio, começando com uma forma oval básica e inserindo novos elementos nela.

Mergulhador cartoon. Não, não é o Finn de Hora de Aventura, hehehe!
Detalhe. Não tem como ficar maior do que isso, porque apesar de ser 300 dpi, o desenho é pequeno em centímetros. ^^"
A inspiração pra execução desse estudo veio do Ctrl+Paint.com, um site criado pelo artista Matt Kohr para o ensino de pintura digital que tenho visitado esporadicamente desde o ano passado. Além de video tutoriais sobre técnicas de pintura no Photoshop, ele aborda fundamentos básicos do desenho, como composição, perspectiva, uso de referências, até ergonomia e questões relativas ao hábito de desenhar! O melhor de tudo: 0800. Isso aí, a tutoria é toda gratuita!

Com vocês, o Ctrl+Paint.com!

Existe uma lojinha no site com alguns tutoriais mais aprofundados também, com o custo de 10 dólares por curso. Nunca comprei nenhum, então não posso assegurar que o conteúdo é bom. Mas tirando por base os vídeos de tutoria gratuitos, diria que devem valer a pena, principalmente como forma de incentivo ao artista para que possa continuar publicando conteúdo. :)

Agora vem a parte chata... tá tudo em inglês. Texto e narração. Mas pensem pelo lado bom: é uma ótima oportunidade pra aprimorar o listening! :P

Então é isso aí! Preparem seus Photoshops, suas mesas digitalizadoras, abram o Google Translate e divirtam-se! Bons estudos e mãos à obra!

Bye bye, 2014!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Enfim, estamos novamente às vésperas do fim do ano. É hora de fazer aquele balanço dos acontecimentos, do quanto aprendemos e crescemos ao longo dos últimos meses. Eu já vinha fazendo isso desde um certo ponto em novembro, na verdade, mas como gosto de postar aquele resumo artístico, esperei dezembro chegar pra não deixar faltando nenhum mês.

Caramba, quanta coisa aconteceu nesse ano! No fim do ano passado minha situação era bastante deprimente e continuou nesse ritmo no início desse ano, quando arrumei trabalho em uma empresa que era longe de tudo: da minha casa e das minhas pretensões profissionais.

Aos poucos oportunidades foram surgindo e as coisas mais inimagináveis aconteceram. Saí do emprego pra ser estagiária de ilustração na Ufes, trabalhando profissionalmente com desenho pela primeira vez na vida. Foi muito bom e sou imensamente grata às pessoas que me deram esta oportunidade.

De lá pude sair, finalmente como bacharela em design (sim, formada agora, nove meses depois de apresentar meu trabalho de conclusão de curso), para trabalhar como artista 2D em uma empresa de jogos. Tudo aconteceu em menos de dez dias e foi como um furacão! Mas lá estou agora, curtindo meu trabalho pra valer!

A maior reclamação que tenho nesse momento é chegar a conclusão de que não consigo me organizar pra produzir pra mim, nem pra postar no Caixola. O resultado vocês tem visto: ano passado tinhamos duas postagens por semana, e essa marca caiu drasticamente pra quase uma por mês no ano de 2014, passando por meses de apagão total. Isso me deixa profundamente chateada, porque o Caixola é um dos meus projetos e vê-lo abandonado assim me faz sentir mal comigo mesma e pelas pessoas que me seguem.

Bom, mudando um pouco o foco pra falar sobre produção, é claro que esses acontecimentos influenciaram, tanto os períodos de baixa quanto os de alta. Na virada de 2013 pra 2014 eu estava muito bloqueada e tanto janeiro quanto fevereiro foram meses de pouquíssima produção. Esse quadro só mudou quando inventei de fazer um sketchbook novo em formato A6 durante o carnaval. Dali em diante parece que a coisa voltou a funcionar e fui mais produtiva e interessada.

Passei o ano praticamente todo mais no tradicional do que no digital, retomando o Photoshop só lá pra julho, às vésperas de começar o estágio de ilustração! De lá pra cá misturei um pouco do digital e do tradicional, me apaixonei por caligrafia (embora não saiba nada!), viciei em desenhar com caneta esferográfica e retomei o projeto de Rodentia durante o Inktober, que, diga-se de passagem, foi irado de novo! Depois disso a produção voltou a ser tímida, com a mudança do meu regime de trabalho de 20h para 40h semanais, mas tiveram alguns desenhos legais. Então, depois de tanta falação, deixo vocês com o resumo artístico do ano :)

O único meio que encontrei de compartilhar em tamanho real 
foi pela conta do deviantART. Lamento por isso :/

A maioria dessas coisas deve ter sido postada em algum momento no Instagram, ou no meu portfólio no Behance, no deviantART ou aqui mesmo. Se quiserem ver em melhor resolução é só dar uma sapeada por aí. :)

Foi difícil fazer uma seleção esse ano, porque tiveram muitas coisas que gostei muito, sem falar nas coisas do estágio e do meu atual trabalho que ainda não posso mostrar.

Promessas? A mesma dos últimos anos: continuar tentando ser melhor e encarar novas aventuras! E com certeza conto com a companhia de vocês pra poder compartilhar essas descobertas e conquistas!

Obrigada por tudo neste ano e até 2015!

Feliz Ano Novo!

Voando com os peixes

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Semana passada eu tive um tempinho livre no estágio e aproveitei pra fazer uns estudos. Comecei rabiscando umas aeronaves, muitíssimo influenciada pelo desenho “In the deep” da artista Simone Joslyn Kesterton que vi no deviantART. Fiz então dois rascunhos: um primeiro, que larguei como estava e um outro que fui dando acabamento em escala de cinza e depois joguei um filtro por cima, bem viajante!


Daí, vi meu colega de trabalho acabando uma ilustração num estilo muito bacana, com uma linha sem peso, cores e sombreado simples. Resolvi então voltar no meu primeiro rascunho e dar tratamento semelhante ao meu desenho pra ver qual era e, claro, passar o tempo!

Comecei a gostar do resultado, adicionei umas cores chapadas, sombra simples e pá… mas tava faltando contexto. Porque esse piloto estava voando com essa carinha satisfeita? O que faria com que ele deixasse de apreciar a vastidão à sua frente pra olhar pra trás? E daí tive a ideia de inserí-lo num mundo de fantasia, no qual ele estivese voando com peixes! :P

Processo. Do rascunho ao sombreamento básico
Trouxe o desenho pra casa e dei cabo da inserção dos peixes e da colorização aqui mesmo.

Porque eu vivo num mundo de fantasia e, portanto, voar com peixes parece bastante razoável!

Detalhe 1 - piloto

Detalhe 2 - peixes dourados

Foi meio complicado chegar nesse resultado aí, principalmente porque desenhar peixe é muito difícil (e chato). Desenhar um cardume então… nem se fala! Por isso parei ali, bem antes da metade do caminho. Pelo menos deu pra concluir a ideia, hehehe.

E com isso, finalmente o processo digital se faz presente de novo no Caixola, coisa que desde a Cascoa (MDC Gender Bend) estava em falta. Eu me preocupei mais em mostrar os passos e falei pouco de técnica, mesmo porque estou ainda me acostumando com a nova Wacom. Mas, como sempre, deixo os comentários à disposição, caso queiram perguntar alguma coisa.

Espero que tenham curtido e até a próxima!

Inspiração - Design Seeds

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Há muito tempo quero falar sobre o Design Seeds, um projeto de uma designer que se dedica a criar paletas de cores a partir de fotografias. São cenários, objetos, arranjos, que se desdobram em combinações de cores que encantam.

Se as cores por si só já inspiram, mais legal ainda é ver a paleta junto da fotografia de onde ela saiu. Nesse caso, há mais um elemento pra se inspirar: a sensação que a foto transmite.

Meu primeiro contato com o Design Seeds, foi no ano passado, quando estagiei como faz tudo designer em uma empresa pequena e já nessa época percebi a possibilidade de tê-lo como fonte de inspiração. Na ocasião utilizei como referências pra criação de um projeto de identidade visual. Hoje, revisitei o site com o intuito de deixar a criatividade fluir pra outro lado.

Não precisei navegar muito até encontrar meu objeto de estudo. Me deparei com essa linda foto do oceano, e logo minhas engrenagens começaram a funcionar tentando imaginar o que poderia combinar com aquele cenário. De cara imaginei uma mulher, bem bronzeada, terminando seu passeio na praia, leve e feliz! :P

Paleta de cores do Design Seeds. Para acessá-la clique aqui.

Daí fui rabiscando, e saiu essa moça aí embaixo. Na metade do caminho eu desisti de fazer o corpo dela, porque fiquei com pressa de terminar o estudo e já estava cansada, mas acho que a ideia principal deu pra transmitir.

Noção de moda igual a zero! XD

Mais perto...

... e ainda mais perto. :)

E é só! O post de hoje, além de trazer um estudo pessoal, tem a intenção de compartilhar essa grande referência, super útil para vários tipos de projetos! Então tratem de favoritar esse site, e se deixem inspirar!

E aí, curtiram? Deixem seus comentários! :D
Até a próxima!