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Robin - estudos

domingo, 28 de maio de 2017

Ultimamente tenho assistido bastante filmes animados de super heróis com meu irmão (mais especificamente os filmes animados da DC, porque eles são fodas). Semana passada assistimos Batman Contra o Capuz Vermelho. Passou a semana e eu não consegui esquecer o Robin do Jason Todd... tão fofinho!!! Então tiveram uns estudos dele.

O primeiro fiz com tinta e lápis de cor no papel. O pássaro infelizmente acabou não saindo na proporção que eu queria, mas o Robin tá bonitinho, hahahaha! O Segundo eu rabisquei a pose no papel, mas refiz tudo no digital, porque esse é o tipo de assunto que eu não domino nem um pouco (poses de ação e tal). Pro meu gosto ainda tá meio estranho, mas já é alguma coisa, valeu a experiência. :)



Nos vemos na próxima postagem!

Tradicional versus Digital

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Oi pessoal! Eu nem sei mais como recomeçar qualquer post aqui no blog. Os hiatos entre minhas publicações já podem ser comparados aos de Steven Universe, ou seja lá qual for a sua série favorita que vive entrando em hiato (a minha é Steven Universe, hahaha).

Enfim, tem muita, muita coisa acontecendo do lado de cá da tela. A maioria não é necessariamente legal. Não vou entrar em detalhes pra não desgastar os eventuais leitores com problemas pessoais, basta dizer que no momento não estou trabalhando fora, não estou envolvida em nenhum projeto como freelancer, nem como voluntária, mas também não tenho energias pra estar 100% produtiva artisticamente.

Apesar disso tudo, tenho tentado tocar minha prática artística de forma mais descompromissada ultimamente, sem me apegar muito às mídias sociais e ao blog mesmo, o que me leva a alguns momentos de rascunhos que acabo curtindo pra caramba. Foi o que aconteceu nessa tarde. Hoje me propus a passar o dia sem ligar o computador, Só eu e uma folha de papel a tarde toda. Só consegui fazer dois rascunhos, porque acabei me prendendo demais a eles: o primeiro de um carro, completamente fora da minha zona de conforto e que ficou horrível, outro de uma mulher, que acabou se transformando na Saori Kido.

Esse segundo rascunho, da Saori, foi um que eu gostei demais. Gostei do gestual que desenvolvi e estava correndo tudo bem, até eu começar a usar marcadores. Como estava em papel de rascunho (era o verso de uma folha impressa) não demorou pro nanquim começar a borrar a medida que eu espalhava os marcadores pelo desenho. Além disso faz tanto tempo que não uso mídias tradicionais que minhas canetas estão todas secas, inclusive a de gel branco. Ela não funcionou nem com reza braba. Pra coroar, começou a faltar espaço pra desenvolver mais o rascunho. Daí decidi escanear a folha.

Usei um bocado de materiais diferentes nesse aí. Foi bem divertido! :D
Levei o desenho pro digital primeiramente com o intuito de corrigir os erros, mas quando cheguei lá lembrei de toda a experiência acumulada em manipulação de imagens e nas pós produções que costumo aplicar aos meus desenhos em mídias digitais. A partir daí foi aproximadamente 1h repintando algumas partes, revendo a composição e finalizando com detalhezinhos aqui e ali pra chegar nessa nova imagem.

O "abacaxi" que eu tinha pra descascar com o Photoshop

Um gif com as camadas e etapas do processo

Imagem final

Blá, blá, blá, e o que eu quero dizer com tudo isso? Que ainda tem muita gente por aí desperdiçando energia discutindo que mídia é melhor, quando pode-se muito bem começar uma coisa no tradicional e terminar no digital e vice-versa. Sim! O contrário também funciona muito bem. Já imprimi rascunhos digitais e passei nanquim neles, por que não? O pessoal precisa se desprender desses conceitos de preto no branco quando o assunto é arte. Não existe o errado. Existe a experiência. Eu podia ter terminado com a minha Saori lá, com a cara toda borrocada, mas decidi salvar ela e fiquei feliz e satisfeita com ela toda limpinha, hahahahaha.

Vamos experimentar mais, pessoal. Levar essas experiências de um lado ao outro, misturar as mídias e fazer coisas novas! :)

Boas artes e experiências a todos e até nosso próximo encontro!

Aventureiro

terça-feira, 19 de julho de 2016



Essa é a ilustração completa da minha foto de capa na Fan Page do Facebook, Tumblr e canal do YouTube. A técnica pra esse desenho é mista de tradicional (lápis nas linhas) e digital (cores).

Pra se trabalhar dessa forma, basta procurar manter seu desenho mais limpo, escanear na resolução desejada, colocar a camada do desenho em modo multiply e pintar com cor em camadas abaixo da do desenho. Se você desejar que algo fique sobreposto à linha (como os pontos de luz que fiz no cabelo e nos olhos do meu personagem) basta adicionar camadas acima do desenho em modo normal.

A pintura aqui foi feita com brush normal para blocar as cores (flats), e o brush de aquarela Wet & Wild  (gratuito) do artista Kyle Webster para as sombras. O fundo é pintado com brush redondo normal com a transferência configurada para a pressão da caneta no tablet (opção transfer nas configurações do brush).

Esse é um personagem que criei há alguns meses pra um concurso da FNAC. Ele é um aventureiro não muito disposto a se aventurar. Uma ideia pra uma história que ainda não foi muito bem desenvolvida, hehehe.

Até a próxima!

Ciclope no Manga Studio

terça-feira, 12 de julho de 2016

As últimas semanas foram muito agitadas e em meio a reuniões e trabalhos acabei pulando semana passada. Foi mal! Agora voltando aos meus estudos com retículas no Manga Studio, o Ciclope foi o último X-men feito. Me diverti pra caramba com ele também! :D

No fim de maio e começo de junho eu publiquei outros dois estudos como esse. Foram a Tempestade e o Wolverine. Acho que agora vai ficar apertado pra fazer outros, mas se der, gostaria de fazer ainda uma Vampira, que sempre foi um dos meus X-men favoritos.

Até a próxima!

Convite de aniversário

terça-feira, 21 de junho de 2016

Meu dia tá meio cheio hoje e acabei sem tempo pra fazer uma postagem mais completa sobre esse projeto, mostrando etapas e tudo o mais como eu gostaria. Mas prefiro mostrar então só o resultado final do que pular um dia de post, afinal meu comprometimento semanal com o blog tem se mantido e quero continuar assim :).

Essa ilustração foi encomendada por um casal de amigos para o convite do aniversário de dois anos do garotinho deles. A festa era de gatinhos e eles me pediram pra ilustrar os três gatos deles fazendo "gatices", hahaha! Desafios mil, pois sou péssima desenhando animais, mas foi uma satisfação sem tamanho poder participar dessa forma da festa deles! Sou super grata pela oportunidade e confiança em mim depositadas para esse projeto e fiquei super orgulhosa do resultado também, modéstia à parte.


Curtiu? Se interessou em ter uma ilustração personalizada pro seu evento/festa também? Entre em contato! :)

Wolverine no Manga Studio

terça-feira, 7 de junho de 2016

Eu gostei tanto da experiência que tive fazendo o acabamento da Tempestade semana passada, que decidi desenhar mais alguns X-men. Dessa vez posto o Wolverine, com linhas e retículas digitais, tudo feito no Manga Studio.


Brushes do Kyle T. Webster

sábado, 4 de junho de 2016

No desenho digital mais recente publicado no meu Instagram, uma colega daqui (a Mari Netto) comentou sobre como a pintura parecia mídia tradicional. Só depois que vi o comentário percebi que tenho experimentado um monte de coisas novas nos meus processos de acabamento digital, mas como estive ausente do blog por um tempo, deixei de falar a respeito.

No fim das contas, eu nunca sei se esses assuntos são de interesse da maioria, já que normalmente os posts sobre mídias tradicionais parecem ser os mais apreciados e visitados do meu blog. De toda forma, gostaria compartilhar hoje com vocês um pouco sobre os brushes para Photoshop de um artista chamado Kyle Webster.

A loja de brushes do Kyle :)


Esse cara (muito talentoso, por sinal) se dedica a criar e comercializar pacotes de brushes que simulam mídias tradicionais. Do lápis 2B à tinta óleo, ele tem brushes de várias mídias, incluindo técnicas de acabamento com nanquim e marcadores permanentes. Pra quem gosta de trabalhar no digital mas está em busca de efeitos mais parecidos com as mídias tradicionais, aconselho darem uma olhada.

Eu já pude experimentar os seguintes: Gouache Mini Set, Animator Pencil, Real Watercolors, Spatter Bot, Wet and Wild, Mr Natural Brush e o Ultimate Drawing Set. Dentre os pacotes disponíveis para venda alguns inclusive são freebies, ou seja, gratuitos, mas a maioria é paga e o custo é em dólares.

Nesse de ontem eu usei o Ultimate Drawing Set pra linhas e o Real Watercolor nas cores.

Nesse usei o Wet and Wild pra fazer as sombras.

Pessoalmente sou apaixonada pelo conjunto de gouache e de aquarela. Os demais acabo usando eventualmente pra rascunhar ou fazer arte final, embora ultimamente esteja preferindo trabalhar linhas no Manga Studio mesmo. O Wet and Wild (um dos freebies disponíveis) é uma versão de teste do Real Watercolors e vale muito a pena pra sentir mais ou menos como funcionam os brushes dele.

Esse foi quase todo pintado unicamente com o Gouache Mini Set

Enfim, não sei mesmo quantos de vocês têm interesse pelo assunto, mas espero que a dica seja útil em algum ponto. Eu recomendo muito os brushes do Kyle! :)

Até a próxima!

Tempestade

terça-feira, 31 de maio de 2016

Esse é um desenho que se inspira no trabalho de Marcio Takara e Raul Trevino, além da estética de acabamento dos mangás, que sempre admirei muito. Foi legal explorar mais o Manga Studio (Clip Studio Paint) pra fazer esse desenho da Tempestade. Talvez mais X-men venham por aí... :D


Essa Tempestade de moicano é muito irada!!!

Nova cara: um logo e uma experiência

domingo, 26 de julho de 2015

Enquanto volto a me acostumar a escrever periodicamente pro blog, vou tocando meus estudos aqui em casa. A bola da vez é o visual do Caixola, que não é de hoje está precisando mudar. Há muito tempo tenho vontade de elaborar alguma coisa mais parecida com um logotipo e estando mais disponível em casa, tirei um tempo pra fazer esses estudos. O Caixola é pra mim um laboratório, lugar pra  crescimento, tentativa e erro. Pensando nisso, decidi fazer uma experiência nova pra aplicar como logo: um lettering!

Tudo começou num dos meus sketchbooks, enchendo uma página com rabiscos, tentando encontrar algo que pudesse ser um caminho.


Não demorou muito pra perceber que o processo seria longo, então deixei de lado o formato quadrado e lancei mão de algumas folhas A4 pra ter mais liberdade. Separei também várias canetas que pudessem me dar traços diferentes pra testar, e fui embora rabiscando... Usei Tombow Dual Brush Pen, Copic Ciao, Zebra Brush Medium, Pentel Pocket Brush, Sakura Pigma Brush, Paper Mate Flair M, Magic Color e o bom e velho lápis 2B. Além disso, usei folhas quadriculadas e papel vegetal pra refinar os sketchs, como vocês poderão ver adiante.


Enquanto rascunhava minhas "Caixolas" assistia a uns cursos de lettering no Skillshare (links no fim do post), pra ter ideia do processo e da finalização desse tipo de trabalho. As aulas são curtinhas e quando a "matéria" que a tutora tava ensinando já era matéria dada pra mim (tipo, alguma coisa de Illustrator), eu ficava na minha só rabiscando. Nisso, juntei umas 4 folhas de rabisco!





Quando achei que tinha finalmente chegado a uma solução aceitável, fotografei, levei pro Illustrator e comecei a vetorizar. No meio do processo vi que ainda tinha pontos frágeis, como o alinhamento, desenho e o peso de algumas letras, então voltei a rascunhar e acabei chegando a outros caminhos que me agradaram mais.

Usei o papel quadriculado pra me ajudar a perceber e manter as relações entre as letras.

Esse foi o rascunho que refinei no papel vegetal. Ali em cima está a primeira opção que tentei vetorizar, mas desisti no meio do caminho.

Depois é só vetorizar tudo com muita calma e cuidado pras curvas não ficarem "quebradas" ou "amassadas" demais! :)

Sobre o lettering: eu queria que fosse algo bonito, com floreios, mas que não fosse formal ou "elegante" demais. Ao mesmo tempo, queria que tivesse um toque pessoal, algo que mostrasse que foi feito por mim, e não uma tipografia baixada em um banco, e também que tivesse um pouquinho de ilustração, já que não compus nenhum símbolo pra dar suporte às letras. Pra tentar dar um ritmo para a composição, fiz uma ligação da letra "C" com o pingo do "I", e na última letra "A" inseri aqueles sinais no topo e o "swirl" embaixo, pra lembrar o formato de uma lâmpada acendendo (ideias... coisas da Caixola, sabe?). A ideia de juntar o corte do "X" com o "swirl" foi uma tentativa de não deixar muitas "pontas soltas". Não sei se foi a melhor  solução, mas gostei do desenho como um todo, hehe. E como não podia deixar de ser, coloquei eu lá pra zuar o topo, hahahaha!

Se isso aí tá perfeito? Com certeza não. Mas foi uma experiência nova, foi divertido pra caramba, ficou legal e tá aí... agora tenho algo pra usar por um tempo (mais um ano, pelo menos).

Sobre os cursos mencionados do site Skillshare, foram The Golden Secrets of Script Lettering: Find Inspiration In Your Handwriting e The Golden Secrets of Hand-Lettering: Create the Perfect Postcard.

E vocês, o que acharam da nova brincadeira?

Abraços e nos vemos em breve!

Feliz Desaniversário

sábado, 8 de novembro de 2014

Há muito tempo venho ensaiando trocar de mesa digitalizadora (tablet). Tenho a mesma mesa da Genius (uma Mousepen 8x6) desde o meu aniversário em dezembro de 2009. Foi o modelo mais barato que consegui encontrar na época, quando até mesmo os piores modelos da Wacom custavam em torno de 400 e lá vai porrada reais. Mesmo sendo um tablet de baixo custo, serviu ao seu propósito muito bem: saber se eu me adaptaria ao desenho digital.

Valeu, Genius! Nossa jornada foi 10! :)
Depois de começar a trabalhar profissionalmente como ilustradora, passei a trabalhar mais tempo em mesas da Wacom do que na minha própria Genius, e isso me fez perceber a diferença absurda na qualidade técnica delas. Desenhar em casa digitalmente começou a ficar muito chato pra mim, e acabei deixando um pouco de lado nos últimos meses.

Bom, depois de economizar muito (mesmo que contra a minha vontade) decidi me dar um presente de desaniversário, que com certeza já vale também pelo meu aniversário e pelo Natal! XD Finalmente saí do amadorismo e passei pra uma mesa da Wacom, a Intuos Pro Small.

Intuos Pro Small, minha companheira de aventuras! ... ou esse seria o Toddynho? Já nem sei! :S
A qualquer pessoa por aí se perguntando se vale a pena pagar o preço da Intuos Pro Small ao invés de uma Intuos Medium ou Large (quase a mesma coisa em termos de custo), digo que vale sim! Depois de trabalhar com uma Bamboo no estágio e com a Intuos em casa, dá pra dizer que mesmo entre modelos Wacom a diferença existe. Não que as Intuos (novas Bamboos) sejam ruins, mas dá pra sentir no controle da pressão e na qualidade da linha que a Intuos Pro tem uma vantagem. Outro ponto importante é que a Intuos Pro vem com um kit wireless. Desenhar sem o incômodo de fios é algo a se levar em consideração, principalmente porque na Intuos o kit wireless é vendido a parte.

Embora a área ativa da mesa seja bem pequena (158 x 98 mm, isso é aproximadamente um A6!) na minha opinião esse é um caso clássico da vitória da qualidade sobre a quantidade. Além disso tudo, vale lembrar que a quantidade de dpi e de pressão da Intuos Pro são o dobro da Intuos, e ela ainda tem sensibilidade para inclinação da caneta, coisa que as Intuos não oferecem. Quer mais um motivo? Se você gosta da função touch, todas as Intuos Pro tem, inclusive a Small. :)

Então, caso você que esteja lendo esse post esteja se perguntando, como eu há semanas atrás, o que vale mais a pena, uma Intuos ou uma Intuos Pro, eu digo que leve em consideração comprar a Pro, principalmente se você é um artista de nível intermediário a avançado e se pretende continuar no ramo da ilustração digital/manipulação de foto.

Sem mais a dizer:

Feliz Desaniversário pra mim!!!

Obs.1: Em 2009, quando eu ganhei o Genius, fiz meu primeiro desenho com mesa digitalizadora, vou deixar aí embaixo pra vocês conferirem. :P
Obs.2: Sim, eu tenho um novo corte de cabelo. :P

Canetas esferográficas

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Já faz um tempo que não tenho andado mais com meu sketchbook. Reparei que ficava carregando peso a toa (meu caderno e o estojo deixam a mochila muito mais pesada) e não desenhava nada, porque nunca tinha momento propício pra isso. Só que não ter nada pra rabiscar me faz sentir como se eu tivesse deixado em casa algo muito importante, sabe? Num dia desses, durante a aula, me veio de repente uma solução pra esse problema: caneta esferográfica!

Isso era pra ser a minha anotação pra aula de design de tipos...

É um material barato, que está sempre à mão e com o qual se pode obter vários efeitos! Eu já tinha prática de fazer estudos com caneta em épocas de outros estágios, quando eu só tinha a caneta e um pedaço de papel pela minha frente, mas com o tempo fui deixando um pouco de lado em prol de outros materiais.

Então, pra não ficar andando sem material de desenho, tive a ideia de fazer outro sketchbook A6 (igual aquele do carnaval) com folhas de baixo custo (como as da Off Paper) pra carregar por aí e fazer estudos com caneta. Leve, simples e prático! E eu estava bem com essa ideia, esperando ter tempo pra executá-la, até aparecer a Débora e me encantar com os estudos que andou fazendo à caneta. Sim, fiquei com “invejinha”, e resolvi fazer meus estudos também!

Na segunda-feira, na hora de “estudar” (entendam, desenhar) catei o primeiro papel que tinha na minha mesa e a minha caneta BIC Ponta Fina e comecei a fazer uns desenhos de observação. O rato, fiz com o intuito de aprimorar minha compreensão da espécie pra um possível retorno do meu projeto pessoal, Rodentia. Quem sabe com o Inktober chegando e tal…


Depois, passei pra uma edificação, outra coisa que tenho muita dificuldade de desenhar.


Ontem, depois de assistir um episódio de Hora de Aventura, me deu na veneta de tentar reproduzir a imagem de abertura do desenho.


Depois, cacei lagartos na internet pra desenhar, uma tentativa de melhorar minha compreensão de lagartos em geral pra, quem sabe, dar mais vida ao rascunho que comecei na anotação da aula.


Hoje, já bastante empolgada, passei na papelaria e adquiri uma caneta Compactor Ponta Fina e uma Compactor Microline 0.4, essa última pra ajudar a preencher uns espaços pretos, coisa que a esferográfica demora muito pra fazer. Aí fiz outro desenho de lagarto. Ele era laranja, então tentei usar papel colorido pra simular a pele. Usei preto no desenho e sombreamento (canetas) e branco (lápis dermatográfico e caneta gel) pra dar outros tons no papel.


Agora mais no fim da tarde, dei uma olhadinha em armaduras medievais, e fiz esse desenho de um elmo com as canetas pretas, usando gel branco também pra destacar uns pontos de luz.


E esses são os estudos que fiz, super entusiasmada, nos últimos dias! Aí vocês podem estar se perguntando: “mas pra que diabos isso tudo, Joyce, com tanto material bacana que você tem...”. Bom, além da questão do peso, que já falei lá em cima, tem outro ponto que ainda não mencionei. Eu sou do tipo de pessoa que quando não está satisfeita com um desenho, desiste a ponto de apagar a folha toda. Isso não é legal.


Eu quero me forçar a pensar mais sobre minhas linhas, sobre onde colocar as coisas pra obter o efeito que eu desejo e representar o que pretendo. Por isso a esferográfica é ótima, porque é uma mídia que dá pra rascunhar leve e finalizar por cima. Outra coisa importante é saber representar mais com menos. Mais texturas, mais efeitos, tudo com um só material, ou com menos materiais. Acho que isso vai ser um ótimo desafio, e espero conseguir tirar um bom proveito desses estudos.

Uma coisa que eu não quero, de jeito nenhum, é pretender à um hiper realismo. Primeiro porque meu traço não é assim e quando faço desenhos de observação é porque são uma importante fonte para aumentar o repertório visual. Não quero ficar fazendo retratos fiéis de coisas e pessoas, nem trabalhar a caneta com uma técnica tão limpa que faz parecer até lápis. Já tem muita gente boa fazendo isso por aí. :)

Bom, é isso. Débora, desculpa por te copiar e obrigada por me inspirar!

Espero que tenham gostado, e eu espero continuar empolgada com meus estudos. Até a próxima!

Papel para desenho Off Paper

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Confesso que mesmo sendo designer gráfico, não entendo muito de papel e, por isso, acabo comprando sempre mais do mesmo, ou um papel errado pra uma determinada finalidade.

Embora isso acabe me deixando com desenhos à aquarela enrugados, ou pinturas com marcadores que mancham o verso da folha, ou outras páginas do sketchbook, nunca foi algo que me incomodou muito. Tudo é papel e no fundo, na hora do estudo, o que vale mesmo é a experiência adquirida.

Ou era assim que eu pensava até pouco tempo, antes de comprar uns blocos de desenho da marca Off Paper. Numa daquelas de garimpar pelas papelarias com a Nane e o Bis, um dia me deparei com esses papeis para desenho por um preço super acessível (tipo, menos de R$ 3,00 o bloco de 20 folhas brancas de 120g/m²).

Papel [Get] Off Paper

Na ocasião da estreia, usei algumas folhas pra rabiscar com lápis de cor e pensei: “Meh… dá pro gasto”. Mas depois de um tempo usando folhas da Filiperson (Filipinho, heim! Não é da linha profissional. Também é escolar!) percebi que esse Off Paper não é tão bom assim…

Primeiro, o papel marca com tanta facilidade que dificulta até um rascunho de leve com lápis HB. Rascunhar de leve com um grafite mais macio parecia então melhor, mas basta tentar apagar algumas vezes pra ver que sai farelo, não da borracha, mas do papel. Tá, eu sei que isso é exagero, hehe. Mas é verdade que a fibra do papel não suporta muito a fricção da borracha. Logo começa a se desfazer e ficar com aquelas penugens na superfície, sabe?

Arte final? Não acho boa ideia também. Passei a fine liner 0.05 mm em um desenho pra definir a forma geral e depois valorizar a linha, e só o ato de apagar as linhas do rascunho com aquela borracha maleável (limpa-tipos) já detonou com a possibilidade de acabamento do desenho. A tinta nanquim fica sangrando com qualquer encostão que dure mais de 1 segundo no mesmo lugar… tenso!

Um exemplo de onde a tinta sangrou teve hemorragia. :P

Bom, esse post nasceu um pouco no meio da revolta de ter um rascunho “perdido”. Mas o que eu quero no fim das contas, não é “só falar mal” do papel da Off Paper, mas compartilhar a experiência e a frustração, e deixar o aviso de que não é um bom material para projetos que vão sofrer retrabalho ou passar por outras etapas.

Talvez para uma mídia mais definitiva, como rascunhos com caneta esferográfica, lápis de cor ou mesmo nanquim, seja muito bom, até em função do custo x benefício. Mas trabalhar com lápis, depois tinta, depois cor, e  por aí vai… não aconselho. :)

E é isso. Até o próximo post!

Lápis de cor apagável - Staedtler

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Materiais para desenho costumam ser caros. Por isso, quando quero experimentar um material desconhecido pra mim, acabo buscando uma opção que caiba no meu bolso primeiro, até que eu tenha certeza de que gostei e tenho alguma pretensão de me desenvolver com determinada técnica. Foi assim com minha mesa digitalizadora, com tinta nanquim, com marcadores permanentes e também tem sido com grafites coloridos.

Numa busca por uma alternativa para os Prismacolor Col-erase (lápis de cor apagável de marca internacional utilizado por muitos profissionais que acompanho), descobri a linha de apagáveis da Faber-Castell e depois me foi oferecida a oportunidade de experimentar a linha da marca brasileira Ecole. Sempre tendo como base a minha experiência prévia com minas coloridas como o Pilot Eno Blue e o grafite vermelho da Pentel, achei ambas - Faber-Castell e Ecole - um pouco aquém da minha expectativa, além de um material um bocado difícil de se manusear.

Esses foram os apagáveis que já testamos por aqui. :)

Depois de escrever sobre minha experiência pessoal com esses materiais, um dos meus amigos achou que seria bacana se eu pudesse testar outros tipos de lápis apagáveis, e me surpreendeu com uma caixa de 12 cores da marca Staedtler. Não tenho profundo conhecimento da marca, mas sei que ela oferece produtos tanto pro segmento escolar quanto pro profissional e artístico. A caixa de lápis em questão, mais uma vez faz parte dos produtos da linha escolar. Como nunca experimentei outros dessa marca, não tenho como fazer comparativos como fiz com a Faber-Castell, então só farei referência à outros materiais semelhantes que já experimentei que se propõem a mesma coisa. Entre muitos testes espaçados (muito espaçados), vou falar um pouco do que percebi. :)

E aqui está a bola da vez. Staedtler Noris Club Apagável.

Teste 1 - Transição de cores e saturação
Nesse teste, tentei desenhar uma mancha e representar suavemente a passagem de cores. Pode parecer algo bobo a se fazer, mas acho que com esse exercício da pra ter uma boa noção da gradação e saturação que as minas são capazes de oferecer. Já nesse teste dá pra ver que algumas cores são muito claras e aparecem sutilmente no papel branco, mesmo quando o lápis é passado várias vezes no mesmo lugar, ou pressionado com mais força.


Teste 2 - Cores lado a lado
Aquela sensação de pigmentos claros se intensificou quando coloquei os Staedtler lado a lado com as outras marcas de apagáveis. Mais escuros que os da Faber-Castell, porém mais claros que os da Ecole, a linha da Staedtler ganhou aqui em cobertura de área, na minha opinião. Como estão todos no mesmo papel, podemos comparar bem como os lápis se comportam de forma diferente, provavelmente por causa da composição (quantidade de cera Vs. pigmento - a Nane, do Cappuccino é que entende mais disso!). Pra mim basta ver que os da Staedtler coloriram bem melhor que os outros!


Teste 3 - Apagamento
No último teste, coloquei a prova a promessa de apagar. Sem muita surpresa, eles também cumprem o que prometem e são de fato apagáveis, mas fica claro mais uma vez que alguma coisa relacionada à composição das borrachas influencia nesse resultado. Tentei fazer várias manchas de cor preta semelhantes pra testar com diferentes borrachas e umas apagaram muito melhor do que outras.


Depois de fazer todas essas comparações, sobrou partir pra prática: desenhar! Fiz esse desenho todo usando só a cor azul da caixa da Staedtler. Usei meu caderno Optimus Organizer da Tilibra, na posição horizontal (ou paisagem), e por isso a altura da folha não passa de 20 cm, então eu não tinha muito espaço e tive que trabalhar bem pequeno pra colocar aí os dois personagens. Foi muito difícil acertar os detalhes pequenos, em parte por causa das características da mina, em parte porque o lápis já é uma ferramenta que oferece um pouco menos de controle pras miudezas mesmo. Tive que apontar muitas vezes até conseguir definir o desenho, sempre apertando mais nas formas definitivas do rascunho. Graças à isso, foi bem mais difícil apagar as linhas depois de finalizado.



Esse post está quase seis meses atrasado, mas felizmente saiu! Recentemente andei revisitando a linha da Staedtler em uma série de rascunhos coloridos ainda não publicados em canto algum, e depois de finalmente poder experimentar a linha da Prismacolor, cheguei a conclusão de que se os da Staedtler são melhores que os demais, ainda ficam atrás dos Col-erase. Foi bom poder testar mais uma variedade, e é melhor ainda ter mais um material à disposição pra trabalhos específicos (como os rascunhos coloridos que estou fazendo no momento), mas acho que com relação à pigmentação dos lápis e qualidade da mina, ainda há o que melhorar nessas linhas escolares.

E por agora é só isso! Espero que tenham gostado dessa experiência compartilhada. Mais alguém já testou essas belezuras e gostaria de contribuir para o blog com a sua visão? Os comentários estão em aberto e vou adorar ver o que têm a dizer. :)

Até a próxima!

Estelar

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Oi pessoal! Mais de dez dias sem postar nada, então é hora de fazer alguma atualização pra que vocês não achem que estou morta, hehe!

Lembram desse desenho dos Jovens Titãs que fiz há um tempo atrás?



Pois é, um deles foi retrabalhado, e quem está de olho no meu Instagram já pôde ver os resultados fotografados. Mas hoje vou fazer upload das outras versões digitalizadas, espero que gostem! :)


Fiz essa versão colorida com lápis de cor da Faber-Castell, com o objetivo de estrear uma caixa de 48 cores que ganhei de presente do meu amigo, Bis! <3


Esse segundo fiz como submissão para um dos dias do Inktober. Trabalhei o desenho com nanquim escolar Acrilex, aplicado com pincel Condor 409, tamanho 00 da linha Toray. Os respingos fiz com aguadas do mesmo nanquim, mas com um pincel Condor 411 também da linha Toray. O tamanho não sei, porque está bem apagado... ^^"

Não tenho muita prática no manuseio de tinta e pincel, mas sempre gosto da experiência, mesmo que não fique um primor! :P

Por fim, Joyce postando pouco, significa Joyce com pouco tempo disponível e/ou produzindo pouco, então até a próxima, não posso dizer exatamente quando! 

Sketchbook A6 e aquarela

sexta-feira, 22 de novembro de 2013


Dando um tempo nos ratinhos, hoje vou contar sobre minhas recentes experiências com aquarela.

Há mais ou menos duas semanas atrás, ganhei do meu amigo Bis um sketchbook da Canson no formato A6. O caderno é acabado com costura, super flexível e contém 24 folhas de gramatura 90g/m². Eu fiquei tão feliz, o caderno é tão legal, que fiquei pensando coisas como: “poxa, só posso desenhar coisas legais nesse caderno!”, ou  “preciso aproveitar todas as folhas e todos os espaços”, ou ainda “legal, vou poder fazer novas experiências usando duas páginas e ver o que sai, e blá blá!”.

Enfim, passou-se uma semana inteira sem que eu rabiscasse qualquer coisa no caderno e aquilo começou a me deixar com a mão coçando, até que decidi fazer algo, nem que fosse uma folha de identificação. E foi exatamente isso que fiz!

Começou assim: escolhi mais ou menos o espaço que ia usar pra desenhar, e decidi que ia colocar meu número de celular, pro caso de perder o caderno. Daí fiz uma colagem de um pedaço de folha de caderno na página do sketchbook, e no espaço que ia desenhar fiz uma composição entre desenho e tipografia. :) O desenho das letras não é de minha autoria. Eu copiei uma tipografia da internet ^^"



A princípio eu queria trabalhar essa página toda com nanquim, mas aí me deu uma nostalgia maluca e resolvi trabalhar tudo com aquarela. Bom, era a primeira página do caderno, então precisei tomar medidas de precaução pra não estragar tudo. Prendi o caderno na minha prancheta com fita crepe (o miolo e a capa também, pra que não ficasse me atrapalhando), depois isolei as outras páginas com uma folha de rascunho, que também prendi com fita crepe. Daí, sem dó nem piedade, taquei tinta aquarela no caderno! Primeiro um pouco de marrom pra dar um tom diferenciado no fundo, e depois de seco, comecei a fazer os contornos dos meus desenhos com caneta nanquim.



Fui intercalando o trabalho de uma coisa e outra, pra dar tempo de tudo secar. Quando terminei as jujubinhas saltitantes em cima, pintei a caneta nanquim embaixo, e só quando ela secou passei para o preenchimento das letras.



Depois pintei as jujubinhas, resolvi escurecer um pouco mais o fundo e voilá. Ficou assim.



Ter brincado com aquarela de novo pra esse projeto me deixou muito animada pra fazer outros desenhos. Esse do sketchbook eu fiz na quinta-feira (véspera do feriado) e acabou que voltei a pintar com aquarela na sexta, no sábado e também no domingo. Os resultados foram esses desenhos aí:




Todos foram feitos em papel reciclado de 75g/m².

Ainda tenho muito que aprender sobre aquarela, mas é uma técnica que me diverte tanto! Não me importo nem um pouco em passar algumas horas em um rascunho desse tamanhinho, porque é muito, muito gostoso! :)

Enfim, espero que tenham gostado e até a próxima!